Modernização dos elevadores: Legado de eficiência, segurança e valorização do condomínio

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O condomínio Edifício The Point completará em breve um ano da modernização de ambos os elevadores de sua torre única, a qual envolveu um ousado projeto de aumento de parada dos equipamentos, do 19º para o 20º andar, para facilitar o acesso dos moradores e funcionários à área de lazer na cobertura.

Já os moradores do Conjunto Residencial Moradas do Campo Limpo, na zona Sul de São Paulo, deverão ver no próximo mês de dezembro a conclusão da modernização das oito máquinas do condomínio, antecipando em pelo menos um mês o cronograma inicial. O custo total do projeto é de R$ 1,2 milhão. Por fim, o Condomínio Edifício Brasil Pioneiro, construído na região do Parque Ibirapuera, em 1976, já se encontra às voltas com a segunda modernização dos elevadores.

As três experiências demonstram que a modernização dos elevadores, indispensável em muitos casos, apresenta um escopo diferenciado para cada condomínio, de acordo não apenas com suas características construtivas, quanto de uso e de necessidades dos moradores. Mas exibem um denominador comum: o retorno imediato em termos de valorização imobiliária dos empreendimentos.

A síndica Rosa Braghin, do The Point, diz que sobram hoje interessados e faltam unidades para compra e venda no local. O síndico Eduardo José Aleixo, do Campo Limpo, afirma que a locação no empreendimento valorizou 10% com o processo, apesar da crise econômica. Já no Brasil Pioneiro, busca-se dar sequência a um processo constante de modernização das instalações, para acompanhar a chegada de torres de alto padrão em seu entorno.

Segundo o assessor administrativo do condomínio, Orlando Palação, serão modernizadas as quatro máquinas das duas torres, que possuem 28 andares cada. Os equipamentos já tinham passado por modernização estética da cabina e atualização dos quadros de comando. Agora, segundo recomendou um diagnóstico previamente contratado junto a um especialista, eles terão substituídos os comandos atuais por eletroeletrônicos, as máquinas de tração e as botoeiras, a um custo estimado de R$ 600 mil. A justificativa para a nova mexida está na dificuldade de se encontrar peças de reposição, aponta o assessor, destacando que, em caso de desgastes ou quebras, elas precisam ser recondicionadas, obrigando o elevador a ficar até 40 dias parado.

CONTRATO PARA 8 MÁQUINAS

No Condomínio Conjunto Residencial Moradas do Campo Limpo, a modernização dos oito elevadores está bem avançada, observa o síndico Eduardo José Aleixo. Empreendimento de cerca de 30 anos, 244 unidades e mil moradores, o Residencial possui quatro torres, dois elevadores cada. A modernização foi iniciada em março deste ano, com previsão inicial de entrega para o começo de 2018, prazo que deverá ser antecipado em pelo menos um mês, acrescenta o síndico.

A modernização é total e inclui desde as máquinas e cabos até os quadros de comando e as cabinas. Eduardo Aleixo diz que têm sido realizados serviços simultâneos em dois elevadores, um de cada torre. Nesse processo, cada prédio fica com apenas um equipamento em operação durante 30 dias, afirma. Ele acompanha os serviços em tempo integral e destinou um dos salões de festas do condomínio para abrigar as novas peças e componentes que estão sendo instaladas.

A modernização dos elevadores é parte de um planejamento mais amplo de manutenção e atualização das instalações do condomínio, que implantou gerador e está em processo de renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Assim que as oito máquinas estiverem modernizadas, o gestor dará início às obras de retrofit das áreas comuns.

Motor de um dos elevadores do Condomínio Brasil Pioneiro, um dos poucos componentes que não precisará de modernização

Matéria publicada na edição - 228 - outubro/2017 da Revista Direcional Condomínios

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