Razões para modernizar os elevadores do prédio, por Max Santos, dirigente do Seciesp (SP)

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O Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp) estima que pelo menos 40% dos elevadores em operação na cidade de São Paulo demandam modernização.

Um de seus diretores, Max Santos, que foi presidente da entidade no período de 2002 a 2007, destaca que as principais características para identificar a necessidade do serviço são:

- Vida útil: “Elevadores acima de 20 anos em média já necessitam de uma atualização tecnológica e/ou estética e adequação às normas vigentes”;

- Componentes desgastados e com fabricação descontinuada, especialmente depois de 20 anos de funcionamento contínuo;

- Consumo de energia: “Elevadores fabricados há mais de 20 anos, considerando inclusive o desgaste de seus componentes, consomem mais energia do que os modernizados”;

- Trancos nas partidas e paradas: “Normalmente estes equipamentos, por não possuírem tecnologia atualizada, apresentam grande desconforto, ocasionados por ‘solavancos’ nas partidas e paradas”;

- Nivelamento impreciso: “O ajuste preciso e constante do nivelamento entre pavimento e cabina é praticamente impossível nos equipamentos mais antigos, nesta condição de uso”;

- Gastos excessivos e paradas constantes: “A partir deste tempo de utilização dos equipamentos, a tendência é que as paradas para intervenções corretivas aumentem, com elevação dos gastos.”

VANTAGENS DA MODERNIZAÇÃO

Além das razões expostas acima, a modernização traz vantagens como:

- Segurança: “Menor índice de falhas de componentes e paralisações e consequente redução no risco de acidentes”;

- Economia de energia: Leia na seção abaixo;

- Redução de despesas: “Além da redução no consumo de energia, os gastos com substituições de componentes desgastados são bem menores”;

- Valorização do imóvel: “O setor imobiliário estima uma valorização do patrimônio em aproximadamente 10%.”

REDUÇÃO NO CONSUMO DE ENERGIA

Esta deriva de inúmeros componentes introduzidos com a modernização:

- Quadro de comando computadorizado: “O componente possui o VVVF (Inversor de frequência), que tem a função de desacelerar gradualmente o elevador, tornando as viagens mais suaves, sem trancos, com 100% de nivelamento entre a cabina e os pavimentos. Ele proporciona ainda uma redução de até 40% no consumo de energia”;

- Iluminação com lâmpadas de LED, na cabina e nas luzes de emergência. Além da economia, apresentam “maior durabilidade e geram menos calor”;

- Desligamento automático de alguns componentes: Sistema inteligente que atua quando esses componentes ficam por algum tempo inativos, como, por exemplo, a iluminação;

- Sistema antecipado de chamadas: “Normalmente utilizado em edifícios comerciais com grande fluxo de pessoas, faz o gerenciamento do tráfego vertical com uma distribuição inteligente dos passageiros”;

- Sistema duplex: “A integração de quadros de comando computadorizados, para elevadores instalados no mesmo hall, leva ao deslocamento do veículo mais próximo ao local da chamada, mesmo quando acionados ao mesmo tempo”.

SEGURANÇA DOS USUÁRIOS

A segurança é favorecida também pelo:

- Sistema de resgate automático: “Quando acaba a energia do prédio, o elevador vai até o andar mais próximo e abre a porta evitando que as pessoas fiquem presas nas cabinas”;

- Sensores ópticos: “Instalados na caixa de corrida dos elevadores, eles têm a função de identificar com precisão a posição da cabina, garantindo assim o seu nivelamento nas paradas, eliminando degraus que possam causar acidentes”.

Existe ainda a possibilidade de fazer a segurança do acesso, através de um sistema de gerenciamento, que opera por biometria, reconhecimento facial, cartão ou senha na liberação do funcionamento dos elevadores para os pavimentos.

NORMAS ABNT

De acordo com Max Santos, grande parte dos elevadores em operação no Brasil foi construída e instalada com base nas ABNT NBR 30 e ABNT NBR 7.192, “hoje canceladas e substituídas”. Levantamento feito pela assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aponta onze normas técnicas que estabelecem hoje requisitos de construção, instalação, manutenção, operação e acessibilidade dos elevadores de passageiros e de cargas no País.

Entre elas, destacam-se a ABNT NBR 16.083/2012 (Instruções de manutenção e reparos ou trocas que ocorrem por contas dos desgastes, entre outros requisitos); a ABNT NBR 15.597/2010 (Requisitos de construção, instalação e melhoria da segurança); e ABNT NBR NM 207/1999 (Requisitos de construção e instalação).

Max Santos orienta que os síndicos se informem, junto às empresas conservadoras, sobre a adequação dos equipamentos de seus prédios a essas normas.

SUSTENTABILIDADE

Por fim, além da economia de energia, o meio ambiente pode ser favorecido também pelos elevadores com máquina sem engrenagem. “Esse é um item que contribui com o meio ambiente, já que este tipo de máquina possui um sistema com imã permanente, dispensando o uso de óleos lubrificantes”.

Comando antigo (imagem à esq.) sai de cena e dá lugar ao computadorizado, que evita falhas e reduz o consumo de energia

Matéria publicada na edição - 228 - outubro/2017 da Revista Direcional Condomínios

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