Entrevista/ Marcelo Okuma: Controle de acesso, equipamentos & a internet das coisas (IoT) no condomínio

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A chamada Internet das Coisas – IoT, derivado do inglês Internet of Things, já está presente no sistema de proteção dos condomínios, afirma Marcelo Okuma, consultor em desenvolvimento de softwares para o segmento.

Marcelo atua junto aos condomínios há quase 20 anos e nesta entrevista à revista Direcional afirma que “já há algum tempo vários produtos - ‘as coisas’ - funcionam integrados à Internet, como, por exemplo, as câmeras que permitem a visualização remota através de um endereço IP [protocolo de internet] ou até mesmo a abertura de um portão inteligente de um prédio com o serviço de portaria virtual”. Segue, abaixo, um resumo de sua entrevista.

- A IoT irá se expandir nos condomínios?

“Sim, pois a IoT traz ao condomínio, junto com a IA (Inteligência Artificial), a melhora na segurança, como a identificação, em tempo real e através de câmeras inteligentes, de pessoas e veículos que visitam o local, mas que tenham alguma restrição. Além disso, uma das grandes fragilidades quando se fala de segurança no condomínio está nos comportamentos inadequados dos moradores quanto a não seguir os procedimentos operacionais sugeridos pelos especialistas na área. Com a IoT é possível incorporar algumas facilidades e ao mesmo tempo facilitar a vida do condômino, através de aplicativos pelo smartphone do usuário, pelo qual ele pode se comunicar com um portão, identificar se o prestador de serviços ou visitante está sendo realmente aguardado pela unidade e facilitar a triagem do porteiro [presencial ou remoto].”

- IoT é sinônimo de custo elevado?

“A massificação do uso da tecnologia faz com que o preço dos equipamentos seja cada vez mais acessível. Com os equipamentos inteligentes (smart devices) não é diferente e já vemos uma grande oferta de produtos que qualquer pessoa pode adquirir. A grande questão é que um produto ou serviço, quando contratado pelo condomínio, pode ser caro ou barato dependendo do projeto, da instalação e da forma como será utilizado. Por isso, não adianta comprar uma câmera inteligente se a rede de dados ou mesmo a elétrica não tem condição de receber os novos equipamentos, assim como não adianta instalar um dispositivo que monitora o funcionamento de um equipamento, mas não existe um contrato de manutenção com bom prestador de serviço quando for apontada uma anomalia.”


Matéria publicada na edição - 238 - setembro/2018 da Revista Direcional Condomínios

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