Condomínio inteligente: controle de acesso “4.0”

Escrito por 

A denominação ‘‘4.0’’ se refere à quarta revolução industrial, que alia tecnologia de automação e de informação (troca de dados), tendo com suporte a internet de banda larga. É a era da chamada IoT (Internet das Coisas / Internet of Things), parte do DNA dos condomínios contemporâneos, notadamente no controle de acesso.

Síndico Profissional Eduardo Arruda

Síndico profissional Eduardo Arruda: Até os animais têm que ser cadastrados em aplicativo ou plataforma online de controle de acesso em novo condomínio na Rua Augusta (SP)

O síndico profissional Eduardo Arruda vive este momento com a implantação do Condomínio Vision Paulista Augusta, na região da Av. Paulista, em São Paulo. Residencial de torre única, 200 unidades compactas (tipo studio) e amplo escopo de serviços e lazer, o prédio traz um conceito de portaria (triagem) separado do de recepção.

Como cerca de 70% das unidades são de investidores, que buscam renda com locação temporária, Eduardo Arruda se depara com o desafio de consolidar um sistema inteligente de controle de acesso, capaz de identificar todos os usuários autorizados a permanecer nas unidades por um determinado período de tempo, sem acesso, no entanto, a alguns equipamentos das áreas comuns. O objetivo aqui é evitar a depreciação das instalações, já que o hóspede (temporário) não desenvolve “relação de pertencimento” e nem de cuidados com o condomínio. Ao mesmo tempo, ele quer proteger os interesses dos moradores permanentes.

“Estamos apostando em três verticais de tecnologia para administrar essa situação”, explica o síndico:

1) Para o acesso, o morador fará o controle da unidade através de um aplicativo no smartphone ou do computador. Ele terá que registrar as visitas, os prestadores de serviços ou pessoas de presença rotineira na unidade, além dos animais. Convidados de festas também serão cadastrados e receberão um QR Code que franqueará o acesso ao interior do condomínio. Os hóspedes temporários, por sua vez, terão entrada liberada pelo período da locação. Por fim, o uso da garagem será liberado por meio de TAG, como nos pedágios;

2) Para a operação dos sistemas do prédio (das reservas dos espaços ao controle do volume dos reservatórios d’água, entre muitos outros). Esta operação está integrada à plataforma administrativa. Na verdade, o software é único para diferentes funções;

3) Para implantação futura da portaria virtual na realização da triagem (mantendo-se a recepção). O sistema demanda o suporte de câmeras, monitores, WI-FI e biometria, enfatiza Eduardo Arruda. Ele conta que recebeu “o básico da construtora” no final do semestre passado; por exemplo, apenas seis câmeras das 60 necessárias (48 já estavam instaladas no começo de setembro). Mas acredita que novos empreendimentos, nascidos dentro do conceito tecnológico, passem a ser entregues “com essa inteligência atrelada”.


Matéria publicada na edição - 239 - outubro/2018 da Revista Direcional Condomínios

Não reproduza o conteúdo sem autorização do Grupo Direcional. Este site está protegido pela Lei de Direitos Autorais. (Lei 9610 de 19/02/1998), sua reprodução total ou parcial é proibida nos termos da Lei.



PDF Revista Direcional Condomínios