Atualização tecnológica para a segurança dos condomínios: biometria, câmeras, cerca elétrica, interfone e portões

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Independente do modelo de portaria e controle de acesso dos prédios, é inevitável que eles promovam a atualização tecnológica, bem como a manutenção de seus equipamentos.

Por exemplo, é preciso optar por versões modernizadas de cerca elétrica, que não possam ser desarmadas por jumper e que disparem um alerta em caso de interferência. Outra opção do mercado são as barreiras perimetrais com infravermelho. Isso tudo demanda, porém, que haja no condomínio um plano de contingência, estabelecendo responsabilidades por esse monitoramento e as medidas a serem tomadas em caso de acionamento do alarme, observa Albert Dourado, que atua no setor.

“A principal falha que se verifica hoje nos condomínios é a falta de integração entre esses equipamentos. Por exemplo, de que adianta a biometria no portão se isso não está integrado ao software que fará o registro e armazenamento dos dados?”, questiona. Segundo Albert, a integração do sistema gera um custo 20% em média acima do valor de aquisição dos equipamentos, e, ao economizar isso, o prédio acaba gerando vulnerabilidade no controle de acesso.

Seguem abaixo demais dicas coletadas junto aos síndicos e especialistas do setor.

- BIOMETRIA

A biometria é um recurso aplicável aos diferentes tipos de controle de acesso em uso nos condomínios: no da presença do porteiro físico; no da portaria automatizada; no formato híbrido; e no da portaria virtual. A identificação da pessoa previamente cadastrada no sistema do condomínio pode se dar através das digitais do dedo ou da retina ou íris dos olhos. Os dados de entrada e saída de moradores, visitantes, funcionários e prestadores de serviços ficam registrados e facilitam o controle.

- CÂMERAS

O sistema de CFTV do condomínio precisa separar as câmeras de acesso/ segurança (visando ao bloqueio das invasões) das de controle (para uso interno). Elas têm natureza, tecnologia e alcance distintos. As câmeras de acesso/segurança ficam no hall social e de serviços do prédio, nos elevadores, portarias e perímetros. O ideal é que tenham tecnologia digital (IP e HD), com alta definição de imagem e integração ao sistema de controle de acesso. Já as de controle são instaladas em halls internos para inibir atos de vandalismo. José Elias de Godoy orienta que elas tenham posicionamento diferenciado, próprio para cada função.

Para Albert Dourado, as câmeras apresentam hoje rápida atualização tecnológica e precisam receber atenção especial do condomínio. “O que era top de linha há três anos já está defasado”, compara. Segundo José Elias, os gestores podem realocar os modelos defasados para o circuito de controle.

- CENTRAL DE INTERFONE

Para agilizar o atendimento e reforçar a triagem de quem entra e sai no prédio, este deve dispor de uma moderna central de interfone, digital, em que todos os condôminos possam se comunicar entre si e também com os mais diferentes espaços de lazer ou serviços (como o salão de festas e brinquedoteca). A versão digital garante ainda qualidade da voz e até mesmo ligação externa da portaria com algum número de telefone. A central pode também estar programada para disparar alarmes de invasão ou alertas de incêndio. “Condomínios com 15 anos de vida devem buscar atualização de sua central”, afirma Albert Dourado.

Uma novidade que está chegando ao mercado é o sistema de interfone via internet, compacto, que dispensa a necessidade da central; ele será implantado de forma piloto junto com o sistema de portaria virtual do condomínio administrado pelo síndico Paulo Mujano.

- PORTARIA VIRTUAL / REMOTA

É o modelo de portaria cujo atendimento acontece de forma remota, por meio dos funcionários do prestador de serviços, locados na central da empresa. Eles fazem a liberação dos portões depois de identificadas as pessoas através de câmeras, sistemas biométricos e/ou consulta ao condômino, tudo via internet.

O especialista Walter Uvo recomenda que o síndico, ao contratar o serviço de portaria remota, exija do prestador o serviço de “link dedicado”, uma internet de banda larga exclusiva ao condomínio que garantirá “toda a conectividade dos aparelhos, da portaria, dos alarmes”. Mas com ou sem link dedicado, é sempre importante garantir a redundância do sinal da internet (com contrato simultâneo com provedor de banda larga), da mesma maneira como é essencial haver redundância no fornecimento de energia (através de geradores e nobreaks) e alarme de incêndio, que é obrigatório na ausência do porteiro físico 24 horas por dia.

- PORTARIA AUTOMATIZADA

Também neste formato a tecnologia é indispensável, assim como a redundância na internet e energia, o alarme de incêndio, mas todo o controle acaba realizado pelos condôminos, sem presença do porteiro (local ou remota). Em geral, o morador tem acesso às imagens da portaria por meio de seus smartphones e/ou monitores de vídeos acoplados nos interfones.

- PORTÕES

O fechamento eletromagnético entra como uma segurança a mais no fluxo de pessoas nas eclusas, pois evita que se esqueçam abertos um ou outro portão do sistema, explica Albert Dourado. Além disso, o fechamento é automático e independe da ação do funcionário da portaria. Mas ao escolher a trava de eletroímã nos portões da eclusa de pedestre, é preciso garantir que ela sempre esteja energizada, com uma tensão mínima, para que se mantenha fechada. Aqui, é fundamental que o condomínio possua redundância de sistemas que forneçam energia (gerador e/ou nobreak). Outra alternativa que chega aos condomínios é a instalação do torniquete, o qual possibilita a passagem de uma pessoa por vez e dificulta a chamada “carona”.

Já os portões de acesso de veículos devem possuir motores robustos para comportar o movimento de entrada e saída e operar uma velocidade entre 5 e 10 segundos.


Matéria publicada na edição - 240 - nov-dez/18 da Revista Direcional Condomínios

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