Síndico deve dar atenção ao dimensionamento do Grupo Moto Gerador (GMG)

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Construído em princípios dos anos 70 na Zona Oeste de São Paulo, o condomínio em que vive o síndico João Bosco dos Santos foi entregue com algumas novidades para a época, como o número de pavimentos (25 andares, então incomum) e a instalação de um gerador para abastecer a rede elétrica das áreas comuns em caso de queda de energia.

Com torre única e 50 unidades de pouco mais de 150 m2, a edificação, no entanto, acabou tendo que substituir o equipamento. “Era um gerador romeno, robusto e barulhento, a vizinhança começou a reclamar”, afirma o gestor. Em 2016 foi realizada a troca. “O novo é todo blindado em área construída para ele, possui 85 KVAs e atende aos elevadores (dois), bombas, iluminação e portaria.” O novo equipamento está acondicionado em um cômodo próprio, com porta corta-fogo, extintor e ventilação, nos fundos do condomínio (o terreno é isolado e abaixo do nível das áreas de circulação; foto abaixo).

Para o síndico profissional Luiz Leitão da Cunha, ao providenciar a instalação de um gerador, é fundamental que o gestor exija a medição da potência do equipamento em comparação com a do prédio. Recentemente, ele teve problemas com um fornecedor, que realizou essa medição com os elevadores sem carga. Quando o gerador já estava em operação, num momento de queda de energia no bairro, dois condôminos ficaram presos em um dos elevadores.

“Como a situação se repetiu, acionei o fabricante, a empresa instaladora e a mantenedora dos elevadores. Feitos os testes, descobriu-se que a tensão da rede da concessionária (242 volts) era muito superior à do gerador (212 volts), sendo que o fabricante havia medido a tensão quando dos estudos de dimensionamento do equipamento. A solução encontrada foi solicitar ao fabricante que elevasse a tensão do gerador, igualando-a à da concessionária.” O síndico enfrentou outros problemas com as instalações do gerador, uma delas trazendo riscos de acidente aos funcionários.

Auditor Ivo Cairrão

Cômodo isolado abriga gerador em condomínio na zona Oeste de São Paulo, com porta corta-fogo, atenuação acústica, extintor e ventilação

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Matéria complementar:

- Síndico, cuidados ao adquirir um gerador
Por Luiz Leitão da Cunha (Síndico profissional)

Matéria publicada na edição - 242 - fevereiro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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