Projeto e acompanhamento de obra: essenciais para um bom resultado da impermeabilização no prédio

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Boa parte dos condomínios tem recorrido à contratação de profissionais de engenharia para acompanhar a recuperação dos sistemas de impermeabilização do prédio, incluindo a realização de inspeção das áreas afetadas para um diagnóstico mais preciso dos problemas; o levantamento do escopo dos serviços necessários e das soluções mais indicadas conforme sua disponibilidade orçamentária; e a contratação e monitoramento da execução dos trabalhos.

síndica profissional Mila Fernandes Rocha

A síndica Mila Fernandes Rocha herdou obra de impermeabilização inconclusa e que apresenta pontos de infiltração

 

Em condomínio residencial localizado na zona Oeste de São Paulo, a síndica profissional Mila Fernandes Rocha está no meio desse processo depois de suceder uma gestão que deixou uma obra inconclusa de impermeabilização com manta e interrompida por decisão de assembleia.

O prédio de torre única e 30 anos de construção havia contratado serviço de troca da manta em jardineiras, nos locais de acesso, nas laterais, fundos e rampa da garagem, com acabamento em piso hidráulico. Até que, em 2017, depois de sucessivos aditamentos que iam encarecendo os trabalhos, uma assembleia extraordinária convocada pelos condôminos decidiu pela sua paralisação, pois a empresa não atendera às exigências de justificar os acréscimos através da apresentação do projeto inicial e de informações complementares.

A partir deste momento, a síndica de então renunciou e o prestador suspendeu as atividades comerciais, não sem deixar de protestar sete cheques pré-datados que o condomínio havia deixado com ele, no valor de R$ 36 mil.

“O condomínio foi na onda do menor preço”, afirma Mila Fernandes, que assumiu na sequência a gestão do local, como síndica profissional. “Esse tipo de problema acontece quando o condomínio quer economizar, não checa a idoneidade da empresa nem as referências. Como resultado, aqui temos a obra paralisada, gerando novos pontos de infiltração na área trabalhada e com os cheques protestados.”

Ao assumir, a síndica contratou um laudo de engenharia de como encontrou a obra. Como o jardim central e o pátio em pedra portuguesa da frente do prédio não foram contemplados no contrato inicial, a síndica afirma que os condôminos dispõem hoje de três alternativas: A) Somente finalizar o trabalho anterior, corrigindo os vazamentos pontuais com injeção; B) Realizar o serviço nos locais que não estavam no contrato inicial, ou; C) Arrancar e refazer tudo com manta, a superfície completa. Qualquer que seja a decisão, a continuidade da obra estará baseada em projeto, escopo de serviços e haverá acompanhamento, destaca.

Ainda não há como prever o desfecho, avalia Mila, já que o prédio vive no limite orçamentário, por dívidas anteriores com o INSS, renegociadas em 60 meses; pelos cheques em protesto, que sua gestão está contestando e espera reaver; e pelas demais pendências em manutenção. “Herdamos um condomínio que jamais havia feito uma limpeza de caixa d’água”, exemplifica. E o agravante, em termos de impermeabilização, é que a área executada dá também sinais de carbonatação no piso. Existem ainda deficiências na aplicação da manta, como na região da porta balcão do hall social, com pelo menos um ponto de vazamento.


Matéria publicada na edição - 244 - abril/2019 da Revista Direcional Condomínios

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