Copa do Mundo, a bola da vez nos condomínios

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O Brasil começou o ano respirando Copa do Mundo e os condomínios não escaparão da euforia típica dos dias de jogos. Assim, uma boa pedida é organizar as festividades, buscar um reforço na equipe e reavaliar algumas regras, deixando claro aos condôminos o que eles poderão ou não fazer.

Serão 64 Jogos, 32 dias de eventos, 32 seleções e 200 países ligados na tevê e nos tablets, numa audiência estimada pela FIFA em 30 bilhões de espectadores (considerando que as pessoas assistirão a várias partidas), a maior entre os eventos mundiais de todos os tempos. A 20ª edição da Copa do Mundo de Futebol, que acontecerá em doze cidades brasileiras entre 12 de junho e 13 de julho próximo, transformará o País em um grande palco carnavalesco, principalmente nos dias de jogos da seleção canarinho, e certamente mudará o clima nos condomínios.

O administrador Marcelo Mahtuk considera que “todos vão estar envolvidos com o momento”, assim, os condomínios acabarão se mobilizando, de alguma forma, para acompanhar as partidas. “Será uma grande oportunidade para estreitar o relacionamento, mas que precisará ser bem organizado, como, por exemplo, alugando- -se telão para o salão de festas.” Ele recomenda aos síndicos criar uma comissão de moradores voluntários para garantir uma festa sem muitos atropelos.

Síndicos e gestores prediais consultados pela Direcional Condomínios nos meses de dezembro e janeiro passado disseram que ainda não tinham definido o escopo de atividades para a Copa, mas que provavelmente darão suporte para as comemorações de pais, crianças e jovens. Especialmente aqueles que já têm tradição em promover festas coletivas, como o Condomínio Clube Ibirapuera, grande empreendimento de quatro torres e 272 unidades, localizado no coração de Moema, bairro da zona Sul de São Paulo.

Responsável pela agenda de esportes e lazer do local, a empresária Sueli Ribeiro diz que utilizará três espaços para a programação. Moradores e convidados poderão acompanhar as partidas por um telão a partir da lanchonete; de sua área externa, onde haverá outro monitor de tevê; e da própria sala de televisão, que no dia a dia funciona como “cinema do condomínio”. “Neste ambiente, vamos trabalhar com os pequenos.”

Todos os locais serão especialmente decorados com os motivos da Copa, ganhando um colorido extra com as bandeiras dos Estados de São Paulo e Ceará e do Distrito Federal, que receberão os jogos da seleção brasileira. Paralelamente, crianças e adultos contarão com monitores a postos para maquiar seus rostos, enquanto as demais atividades recreativas e esportivas estarão inevitavelmente ligadas ao tema. “Teremos também pipocas para as crianças e bebidas para os adultos, tudo bem organizado, já me reuni com o pessoal do bar para não faltar nada”, completa Sueli. Outro grande empreendimento que provavelmente organizará atividades é o Condomínio Jardins de Tamboré, localizado em Santana do Parnaíba. Anualmente, o condomínio promove dois campeonatos de futsal e não deixará a Copa passar em branco, acredita Paulo Eduardo Campos, que foi síndico do local até dezembro passado. Com experiência em outro condomínio, o Pablo Picasso, localizado na região do Butantã, zona Oeste de São Paulo, Paulo Eduardo afirma que em Copas passadas chegou a mobilizar os condôminos mirins para pintar a calçada externa com as cores da bandeira brasileira, integrando-a à decoração com bandeiras na rua montada pela vizinhança. Fica a dica.

COM A FESTA, TRABALHO REDOBRADO

Mas nem tudo é comemoração. Segurança e limpeza são duas áreas dos condomínios que precisarão de atenção redobrada durante a Copa. O administrador Marcelo Mahtuk diz que fará uma recomendação aos seus clientes para reforçarem a área de segurança. Os dias de jogos aumentam o vaivém de moradores, visitantes e prestadores de serviços, justifica. “As portarias se tornam mais vulneráveis e os próprios moradores, com o sobe e desce, acabam deixando suas portas abertas.”

E aqui também deverá entrar o bom senso. Marcelo avalia que não há como impedir os porteiros e vigilantes de acompanharem as partidas em equipamentos portáteis, mas que eles terão que ser bem orientados para que não desviem a atenção do trabalho. Quanto à limpeza, o ideal é estender um pouco a escala dos funcionários, pagando uma hora extra, sugere. Já os condomínios que dependem de serviços terceirizados devem solicitar ao seu fornecedor um reforço na equipe, pois a Copa costuma gerar muita falta ao trabalho, orienta o administrador.

De outro modo, há desafios inusitados surgindo como resultado do evento. Marcelo conta que os condomínios já enfrentam dificuldades para suprir o almoxarifado com sacos de lixo, porque as aparas de plástico, utilizadas como matéria-prima para a fabricação do material, estão em falta. Motivo: sua demanda está aquecida para a fabricação de apitos e bandeiras, entre outros.

Matéria publicada na edição - 187 de fev/2014 da Revista Direcional Condomínios