A eficiência dos serviços terceirizados no condomínio

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Os síndicos profissionais Roseane de Barros Fernandes e Carlos Azevedo Fernandes administram doze condomínios e prestam consultoria a um 13º.

Síndico Carlos A. Fernandes

Síndico Carlos A. Fernandes: Em 70% dos condomínios que administra, mão de obra terceirizada

“Em 70% deles, há mão de obra terceirizada, de forma integral ou híbrida, neste caso, o zelador e/ou gerente predial são orgânicos”, afirma Carlos Fernandes. Entretanto, somente em dois deles os condomínios e prestadores de serviços concordaram em estabelecer o SLA (Service Level Agreement) ou Acordo de Nível de Serviço, moderna ferramenta de gestão de contratos, por meio da qual ficam acordadas condições para pagamento conforme o atendimento realizado.

Por exemplo, o tempo de resposta da empresa para repor um funcionário que tenha faltado, o cumprimento ou não do checklist da limpeza e dos procedimentos de controle de acesso, entre outros. “Isso implica em mudança do padrão contratual para ambas as partes. Se não atender à meta, a empresa recebe multas. Mas se as cumprir integralmente, ela é bonificada”, explica Carlos Fernandes. Segundo ele, ainda falta compreensão e maturidade ao setor para ampliar o uso da ferramenta. “É um dispositivo que precisa, inclusive, estar na previsão orçamentária”, completa.

De qualquer maneira, Carlos Fernandes diz que mesmo sem o SLA formalizado, é recomendável e possível aos síndicos estabelecerem indicadores de qualidade para a execução dos serviços. “Costumamos fechar contratos em que definimos todo um plano de controle da qualidade dos serviços, com indicadores”, diz.

Já o síndico profissional Celso de Souza Lima, que administra quatro condomínios, conseguiu implantar no maior deles, com seis torres e 840 unidades, um guia de “Procedimentos de Portaria e Controle de Acesso”. Com pelo menos 40 profissionais terceirizados, a maioria desse setor, Celso afirma que não havia uma organização do trabalho quando assumiu a gestão do empreendimento, localizado em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. “No início estruturamos dez páginas de procedimentos, agora já são 23”, comenta. Mesmo sem formalizar o SLA, ele diz que aplica essa filosofia aos contratos. Afinal, Celso é analista de sistemas e atuou no ambiente corporativo com a gerência de serviços terceirizados.

Segundo ele, a maior dificuldade está na rotatividade das equipes. Para diminuir o problema e fidelizar a mão de obra, Celso estuda mudar a jornada de trabalho de 12X30 para outro formato que reduza um pouco a escala do funcionário, diminua os custos e possibilite deslocar essa economia para a remuneração dos trabalhadores.


Matéria publicada na edição - 246 - junho/2019 da Revista Direcional Condomínios

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