Aprendizados com a modernização parcial de elevador em prédio residencial de SP

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Há cerca de um ano, a Direcional Condomínios foi conhecer a casa de máquinas do Condomínio Calixto Esperidião, no centro de São Paulo, que havia passado por um incêndio no painel de comandos de seu único elevador, causado por uma forte oscilação da rede elétrica na região.

Síndica Vanilda Carvalho

Síndica Vanilda Carvalho e imagem do novo painel de comando computadorizado, substituindo o antigo, atingido por um incêndio

Com seis andares e somente este equipamento servindo às suas 19 unidades, a circulação dos moradores ficou quase seis meses restrita às escadas.

A partir do momento em que uma empresa foi contratada e se comprometeu a fabricar as peças, já que o prédio e elevador são antigos (de princípios dos anos 70), a modernização parcial (só técnica, sem cabina) ocorreu em 40 dias, afirma a síndica profissional Vanilda Carvalho. O incêndio ocorreu no começo do mês de maio de 2018 e, na primeira quinzena de setembro, o elevador estava operando.

Síndica profissional em nove condomínios, Vanilda diz que esta foi a primeira vez que contratou este tipo de serviço. “Observei que não é simplesmente tirar uma coisa e colocar a nova no lugar, não é assim que funciona. No Calixto Esperidião, o novo teve que ‘casar’ com a estrutura antiga, que permanecerá. Por isso, antes de uma modernização, no contrato, temos que deixar relacionado cada item que será trocado, da lâmpada da cabina ao sistema eletrônico, de forma que o novo e o antigo se ‘conversem’.”

Por limitações orçamentárias, ainda há serviços complementares a serem realizados no poço do elevador e a modernização pendente da cabina, assunto que será retomado somente depois de promovidas obras mais urgentes no prédio (impermeabilização do reservatório inferior e fachada). Metade do custo da modernização técnica foi pago com o dinheiro do ressarcimento da seguradora e o restante pelo fundo de reserva, que está sendo recomposto no momento.

De acordo com Vanilda, outros dois aprendizados ficaram desta experiência: O de que o síndico não deve deixar de fazer a modernização, precisa se organizar em tempo hábil de formar um caixa específico para esse fim; e deve contratar um profissional independente para acompanhar os trabalhos e lhe dar suporte técnico. No caso do Calixto Esperidião, o elevador estava operando bem e fora da lista de intervenções emergenciais elencadas pela síndica ao assumir o trabalho, em outubro de 2016; uma delas foi instalar extintores de incêndio, até então inexistentes no prédio.


Matéria publicada na edição - 248 - agosto/2019 da Revista Direcional Condomínios

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