Consultor faz alertas sobre principais equipamentos de combate ao fogo no condomínio

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Para o consultor de condomínios e gestor da área de riscos, Carlos Alberto dos Santos, apresentar um AVCB em dia não é suficiente para garantir a segurança do prédio.

Ele reforça que é preciso verificar regularmente o funcionamento dos equipamentos, de forma que o síndico tenha a garantia de que tudo esteja operante na ocorrência de um sinistro.

“Infelizmente, observa-se a manutenção fake de extintores e mangueiras, um faz de conta que se recarregou e não recarregou certo” – aqui a dica é identificar cada extintor do prédio que vai para recarga e exigir que ele seja devolvido com o lacre na cor determinada pelo Inmetro (neste ano, amarela). Já as mangueiras devem ser inspecionadas em bancadas e com equipamentos apropriados e descartadas caso apresentem deformações, pontos de vazamento, problemas no encaixe, manchas ou resíduos na superfície externa, entre outros.

AVCB

Verificações periódicas são indicadas também nos sistemas de detecção de incêndio e sprinklers (obrigatórios em edifícios comerciais), na pressurização, luz de emergência, nas caixas de hidrantes (com esguichos e adaptadores para as mangueiras), botoeiras de alarme e de bomba de incêndio, e na própria bomba de incêndio. Já as ART de elétrica e do gás devem ser confiadas a um profissional idôneo, qualificado, pois a seguradora poderá se recusar a pagar eventual sinistro se identificar incompatibilidade entre o que expressam esses documentos e a situação real da instalação.

Isso tudo entra no escopo de atribuições e preocupações do síndico, porém, esse gestor não é o único responsável pela segurança do condomínio: “Os moradores que não colaboram com a retirada das lixeiras dos andares ou para a aprovação dos recursos necessários são corresponsáveis”, arremata Carlos Alberto dos Santos.

FALTA DE ALARME DE INCÊNDIO GEROU “COMUNIQUE-SE” – O Condomínio Siena Tower, de prédio único e 24 unidades, teve que contratar a instalação de alarme de incêndio e de detecção de fumaça para conseguir a expedição do AVCB, afirma a síndica Rosana Nichio. Isso porque, desde 2016 ele opera com portaria virtual, ou seja, sem a presença in loco de funcionários que trabalhem 24 horas contínuas, sete dias na semana. Localizado em Santana, zona Norte de São Paulo, o Siena Tower recebeu alarme sonoro e os detectores nos halls dos doze andares de apartamentos, no térreo e nos dois subsolos de garagem.

Matéria publicada na edição - 248 - agosto/2019 da Revista Direcional Condomínios

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