Primavera de luz, flores & cores impulsiona astral no prédio

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A mudança de estação neste mês de setembro vem acompanhada do desabrochar de flores e cores nos condomínios, cenário que pode ganhar o reforço da luminotécnica. Um projeto bem pensado e cuidado é capaz de garantir esse brilho ao longo de todo ano.

paisagista
Tomiko Hatada
de Brito

Detalhe do paisagismo de perfil tropical em condomínio da zona Oeste de São Paulo; ao lado, a paisagista Tomiko Hatada de Brito

A expectativa dos moradores em receberem cada vez mais serviços dentro de seus condomínios tem gerado impacto também no paisagismo. Além de aproveitarem os espaços com pomares e hortas, que abastecem suas cozinhas, os condôminos estão mais vigilantes à ambientação das áreas comuns, onde, além dos jardins, ganham importância a luminotécnica e a decoração.

Um condomínio-clube localizado na Zona Oeste de São Paulo ilustra bem a tendência. Seu projeto paisagístico original, de linha tropical, formava um conjunto harmônico em meio a três torres, área da piscina, espelhos d’água e pergolados. O jardim tropical se caracteriza por amplos espaços em gramado, mesclados a diferentes espécies de palmeiras, bromélias e cercas vivas de flores (jasmim amarelo, azaleia, ixora mista, entre outras), cujo ciclo de vida diferenciado possibilita que o condomínio tenha floração durante todo o ano. A azaleia, por exemplo, floresce no inverno, enquanto a agapanto, com seus tons azulados, desabrocha em setembro, acompanhando a chegada da primavera.

Assim estava o local em 2015 quando recebeu a Direcional Condomínios. Quatro anos depois, na volta da reportagem, o cenário era outro depois de mudanças na manutenção: Os jardins haviam sido descaracterizados com a remoção de 14 bromélias imperiais, substituídas por gardênias, em desacordo com o projeto, com podas erradas, falhas em cercas vivas (algumas secaram) e excesso de gramas e folhagens em canteiros. Em um deles, a floreira que emoldura o espelho d’água central foi tomada pela ixora misturada a três tipos de grama (a preta, amendoim, esmeralda), uma se sobrepondo à outra.

Como são cerca de 7 mil m2 de área verde, os jardins não passaram despercebidos aos olhos dos condôminos, que exigiram sua recuperação. A empreitada está agora sob responsabilidade da paisagista Tomiko Hatada de Brito, que cuidava do local em 2015. Ela está restituindo as áreas descaracterizadas ao projeto original, remanejando os exemplares penetras e limpando e recuperando os setores prejudicados. Paralelamente, Tomiko aproveitou um espaço mais retirado para concentrar as árvores frutíferas, formando um pomar com limoeiro, ameixeira, amoreira, jabuticabeira e pés de romã e acerola. “A tendência hoje é misturar frutíferas com jardins”, observa.

Segundo Tomiko, que também cuida dos jardins da Pinacoteca do Estado, essas áreas demandam cuidados constantes ao longo do ano, com reposições, acréscimo de terra e adubação, limpeza de pragas, de folhas secas, além da irrigação. Conforme o tamanho do condomínio, o trabalho deve ser contínuo, de segunda a sexta-feira. É preciso um plano de manejo, já que a adubação, por exemplo, não precisa ser necessariamente mensal nem englobar todas as plantas. O importante é garantir a vitalidade desses projetos que fazem parte da concepção arquitetônica do condomínio e representam um verdadeiro cartão de visitas.

Já em prédios que nasceram sem integração estética com o paisagismo, em projetos de 30 a 40 anos, os síndicos têm investido na remodelação de canteiros e jardineiras. É o caso de Mari Ester Golin, que no planejamento do retrofit do Condomínio Marina (apresentado em reportagem de capa na revista do mês passado), promoveu uma das primeiras intervenções justamente no jardim, associada à luminotécnica.

Gerente predial Denise Zucarone

TENDÊNCIA SUSTENTÁVEL - Hortas e pomares já compõem a paisagem verde dos condomínios, tendência apontada por profissionais da área e gestores. No Residencial Maison Mont Blanc, quem administra essa parte é a gerente predial Denise Zucarone (foto), com apoio de moradores (que dão dicas e às vezes levam até mudas). A coleta é livre e a manutenção está à cargo da equipe do condomínio, localizado em Alphaville, no município de Barueri, Região Metropolitana de São Paulo.


Matéria publicada na edição - 249 - setembro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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