Luminotécnica nas edificações: Objetivos estéticos e funcionais

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A arquiteta Geórgia E. Z. Gadea, que tem incluído a luminotécnica em seus projetos de muro de vidro e modernização de portarias, afirma que existem dois principais tipos de iluminação nas edificações, a estética (decorativa) e a funcional.

Projeto de
luminotécnica

Detalhe do novo hall social do Condomínio Helbor Vila Mariana, em projeto de luminotécnica da arquiteta Amanda Zolesi

Em uma das propostas que executou, em relação ao primeiro aspecto ela buscou assegurar o máximo de transparência ao vidro com iluminação decorativa discreta e pontual, eliminando interferências visuais, de forma que o condomínio pudesse expor seu paisagismo interno. Na questão funcional, ela priorizou a claridade na área da guarita, possibilitando a visualização dos pedestres pelo porteiro e demais pessoas do entorno. Também se preocupou em iluminar a parte baixa das paredes e rampas, evitando jogos de sombras que venham a confundir a passada.

Essas duas propriedades – estética e funcional – estão presentes ainda no projeto de modernização do hall social do Condomínio Helbor Vila Mariana (também tema de capa da Direcional Condomínios de agosto passado). De acordo com a arquiteta Amanda Zolesi, responsável pelo trabalho, o hall anterior não atendia a algumas necessidades dos moradores, a iluminação era precária, inadequada e pouco atrativa. O perfil era rústico, “o que incomodava bastante”.

Em seu lugar, foi executada uma proposta contemporânea, onde a iluminação é combinada a outros materiais decorativos, como madeira, um relevo em 3D, a marmorização de uma das paredes e o porcelanato do piso. “A iluminação é definida em conjunto com esses elementos e é fundamental para destacar alguns atrativos”, afirma.

No local, ela associou uma iluminação direta - caso de lustres, dos spots instalados no forro e das luminárias embutidas no painel ripado de madeira, que proporcionam um ambiente mais acolhedor -, com a indireta, funcional, “que traz de fato a luminância, pois tem o foco aberto e é voltada para todo ambiente”. “São os rasgos de luz no forro, as tubulares, as fitas de LED”, descreve Amanda.

Segundo a especialista, os projetos devem atender às necessidades e expectativas identificadas em cada condomínio, de forma a valorizar o ambiente, trazer funcionalidade, destacar elementos decorativos e proporcionar aconchego.


Matéria publicada na edição - 249 - setembro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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