Brinquedoteca: proposta de recreação com toque educativo

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A síndica e designer de interiores Mari Ester Golin está implantando um novo playground em seu condomínio e, paralelamente, para outros edifícios, vem desenvolvendo projetos de brinquedoteca, como o apresentado para um condomínio em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, baseado na escola montessoriana. É um método educacional que valoriza a autonomia de movimento da criança em seu desenvolvimento motor, social e psicológico.

“O condomínio foi entregue pela construtora com uma sala de ambientação chamada ‘home office’, espaço que possui apenas duas mesas para que os moradores possam trabalhar lá. Não possui wi-fi, por isso, o local ficou totalmente ocioso, já que não apresenta conforto nem atrativos”, descreve Mari Ester.

O fato é que o ambiente tem sido utilizado hoje como sala de guarda das roupas entregues pelas lavanderias, o que motivou o condomínio a solicitar o desenvolvimento do projeto. Também o perfil dos moradores, de jovens casais com crianças pequenas, motivou a demanda (ainda não executada) por “uma brinquedoteca conceitual”, que passe ao largo da tecnologia predominante nos ambientes familiares, com aparelhos de televisão, tablets e videogames.

Segundo Mari Ester, este projeto pode inspirar outros síndicos a aproveitarem os espaços ociosos do condomínio para implantarem ambientes de recreação mais educativos, ao mesmo tempo em que proporcionam diversão e sociabilização.

Os aspectos principais da proposta são:

Conceito geral

Baseado na filosofia de Maria Montessori, propicia que as crianças sejam estimuladas a se autodesenvolver simulando as próprias rotinas que vivenciam em casa, com seus familiares e na escola.

Armação da casinha

É o caso da presença da armação da casinha de madeira, a qual remete ao espaço onde a criança deita e lê seus livros, como se fosse dormir.

Painel sensorial

Já o painel sensorial possui brinquedos que imitam tomadas, interruptores, telefone, velcro e cadarço, e estimulam as crianças e as ajuda a aprender esses pequenos afazeres das rotinas domésticas.

Fantasia

O espaço “fantasia” permite expandir sua criatividade com réplicas das roupas dos super-heróis, ajudando ainda no desenvolvimento de sua comunicação.

Mesa de atividades

A mesa de brinquedos possui dois tamanhos e formato oval: na parte maior, permite jogos em grupo e, na menor, convida a criança a brincar sozinha em um momento de introspecção ou até a fazer a lição de casa.

Demais elementos

A brinquedoteca é completada com elementos em alta entre os pequenos, como uma pequena cabana, piscina de bolinhas e brinquedos educativos.

“É muito importante que a criança se sinta organizada neste espaço”, afirma Mari Ester. Segundo ela, o que não pode faltar nesse tipo de ambiente é a colmeia para deixar os sapatos e “prateleiras adequadas com alturas diferenciadas, onde cada um é responsável por guardar seus brinquedos de acordo com a idade e/ou tamanho”.

Segurança também na brinquedoteca

O material do Ibape-SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), disponível no site da Direcional Condomínios, traz normas de segurança para os diversos ambientes de recreação dos condomínios, incluindo brinquedotecas e salões de jogos.

Nestes, as recomendações elaboradas pelos técnicos do Instituto são as de que se deve observar:

- A existência de elementos que possam gerar impactos;

- Se as tomadas baixas estão protegidas;

- A existência de quinas vivas em paredes e mobiliários;

- A existência de brinquedos não normatizados pela ABNT à disposição das crianças;

- Utilização de luminárias, arandelas ou lâmpadas que dificultem que pequenos objetos fiquem presos, se lançados pelas crianças;

- Quanto à superfície, verificar a integridade do piso emborrachado e, na ausência, recomenda-se a proteção de piso cerâmico e dos carpetes;

- Peitoril mínimo de 1,20 m (interno) em esquadrias;

- A existência de tela de proteção nas janelas, mesmo no pavimento térreo.

Cuidados no uso

- As crianças devem ser supervisionadas por um responsável;

- Em caso de brinquedos danificados ou em manutenção, é importante isolar o equipamento, impedindo seu uso (e evitando acidentes).


Matéria publicada na edição - 249 - setembro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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