Condomínio “nasceu’ tecnológico

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A sonorização do ambiente da academia do condomínio com a playlist do morador, conectada por meio de bluetooth, simboliza uma das facilidades de se viver em um prédio que já nasce com a tecnologia embarcada em suas estruturas, com aparatos de última geração, caso do Edifício Nomad, residencial localizado no bairro de Moema, em São Paulo.

síndico profissional Alessandro Paris

O síndico profissional Alessandro Paris no Condomínio Nomad, em Moema. Residencial lançado no final de 2018 tem App exclusivo para moradores, independente do da administradora

Com 50 apartamentos, o condomínio foi implantado após o retrofit de um antigo edifício comercial, recebeu ambientes diferenciados (como um amplo living no lugar do hall social, recepção e concierge no da portaria) e serviços de facilities.

Neste caso, os conceitos de conexão em rede, de real time, de personalizar as experiências do usuário ou morador, vão além dos softwares de operação e gestão financeira disponibilizados pela administradora (com emissão de boleto, descrição do balancete etc.). O diferencial do Nomad é o aplicativo desenvolvido exclusivamente para o prédio, independente do da administradora, que possibilita, por exemplo, o morador fazer compras de última hora em um espaço de conveniência contíguo ao living, com uso de cartão bancário. Os moradores têm ainda disponíveis a biometria para acessar os ambientes, serviço de notificação de chegada de encomendas, de compartilhamento de bikes e reserva de espaços. Eles também podem instalar fechaduras digitais no acesso às suas unidades e acioná-las através do celular.

O síndico profissional Alessandro Paris, gestor do empreendimento, estima que apenas os condomínios atendidos pelas administradoras maiores ou digitais usufruam de serviços baseados na tecnologia da informação, algo em torno de 20% entre os residenciais de São Paulo. E dentro do conceito do Nomad, o arco se torna ainda mais restrito. Entretanto, “não adianta ter essa infraestrutura se não fizer com que as pessoas a utilizem”, ressalva Alessandro. Segundo ele, a tecnologia propicia sobretudo uma redução dos custos ao agilizar os processos, mas existe ainda um delay entre o que o mercado oferece e os indivíduos conseguem assimilar; “eles têm dificuldades ainda para se adequar à portaria remota”, compara.


Matéria publicada na edição - 250 - outubro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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