Condomínios se mobilizam com Vizinhança Solidária e integração entre bairros em SP

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Conforme dados oficiais do mês de junho passado, a cidade de São Paulo fechou o primeiro semestre de 2019 com 1.548 grupos de Vizinhança Solidária.

A iniciativa de integração da comunicação entre vizinhos e, entre estes e a polícia, foi criada em 2009 pela PM e prevista em lei estadual a partir de 2018 (ano em que o número deu um salto para 1.473 grupos, contra 517 de 2017).

Além disso, a experiência tem expandido em bairros do Morumbi, na zona Sul da Capital, através do “fechamento virtual” (por meio de câmeras) de grandes perímetros. Grupos locais se juntaram e vêm se associando ao City Câmeras (da Prefeitura) e ao Detecta Radar (do Estado) com vistas a ampliar a capacidade de monitoramento e prevenção de ocorrências.

A ideia foi lançada no começo deste ano no Jardim Ampliação, tendo à frente o Conseg Portal do Morumbi (com o presidente Celso Cavallini) e síndicos como Luciano Gennari e Carlos Abreu, com vistas a monitorar os principais acessos aos miolos do bairro via câmeras instaladas em totens, além de fazer o monitoramento das ruas internas pelas câmeras dos condomínios, conectando essas imagens em tempo real aos sistemas públicos de segurança.

O modelo acabou reverberando para outros bolsões no entorno, com a formação, em agosto passado, da Comissão de Moradores do Panamby e Região (incluindo as imediações do Parque Burle Marx, da Fazenda Morumbi, do Hipermercado Extra), somando-se à iniciativa do Jardim Ampliação. Com isso, mais condomínios estão sendo estimulados a aderirem ao Vizinhança Solidária e a participarem do City Câmeras. A medida reúne escolas, a própria PM, estabelecimentos comerciais e a 89ª Delegacia de Polícia. Segundo a Comissão, esse arco de proteção visual e de comunicação em tempo real entre os prédios e com os órgãos de segurança abrange cerca de 16 mil moradores, em 5.359 apartamentos ou casas e 39 pontos de comércio e escolas.

O síndico Luciano Gennari, pioneiro na introdução do Vizinhança Solidária no Jardim Ampliação, a partir do Condomínio Flamboyant, afirma que no final de outubro passado havia cerca de 100 câmeras no monitoramento das ruas e perímetros. Luciano participa, voluntariamente da Comissão, que possui três coordenadorias (de relacionamento com poder público, de estudo de segurança privada e de monitoramento). “Iniciamos a integração na segunda quinzena de setembro. Todo mundo precisa estar na mesma nuvem, com o mesmo provedor de serviços. Com isso, juntamos as imagens das câmeras do grupo do Jardim Ampliação, da Vila Andrade e dos demais bairros em uma plataforma única, às quais os tutores do Vizinhança Solidária e os órgãos de segurança podem ter acesso para monitorar ou resgatar o registro de uma ocorrência. A 89ª DP montou duas centrais de visualização, uma na mesa da delegada titular, outra na sala de investigação”, descreve Luciano.

City Câmeras

As imagens ficam disponíveis para acesso online (na nuvem) durante sete dias, mas podem ser gravadas e armazenadas. Desde o início desta integração, os relatos de assaltos começaram a diminuir, aponta o síndico. “Precisamos ter iniciativa e ação da sociedade civil, pois não adianta ficar reclamando e não fazer nada.” A adesão ao City Câmeras custa, para o condomínio, uma taxa mensal de manutenção de R$ 58,00 por câmera integrada ao sistema.


Matéria publicada na edição - 251 - novembro-dezembro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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