Treinamento de procedimentos de segurança dos porteiros: O fator “psicológico”

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Instrutor da Polícia Militar de São Paulo e de cursos para síndicos, zeladores, gerentes prediais e porteiros, o especialista Waldir de Oliveira Samora reforça a necessidade de os condomínios ficarem mais atentos a detalhes que podem favorecer as invasões.

“Se alguém ostenta muito ou guarda dinheiro e joias em casa, atrai as quadrilhas, isso é um complicador”, exemplifica.

Desta forma, o sistema de vigilância não pode ter “momentos de relaxamento, de distração”. “O crime não tem aviso prévio, a imprevisibilidade é que pega o porteiro.” Segundo ele, 80% das ocorrências acontecem justamente no “dia de bobeira, em que o prédio está sossegado e o porteiro baixa a guarda”.

Nos treinamentos, Samora trabalha quatro pontos que devem ficar “permanentemente no pensamento dos porteiros”: “1) Pensar que a coisa mais importante do prédio não é quem mora na cobertura, mas o porteiro, porque se cair o porteiro, cai o prédio inteiro; 2) Ter a consciência de que ele é contratado para ser a solução, portanto, não lhe cabe dizer ‘quero que se lasque, o problema não é meu’; 3) Assumir a responsabilidade de que qualquer atitude fora do procedimento irá comprometer o prédio; 4) Nunca dizer ‘mas’. Essa é a palavra maldita da segurança”. Samora explica: O porteiro deverá seguir o procedimento sem exceção. É um trabalho de psicologia, diz.

Claro que existem medidas a serem adotadas pelos síndicos, ressalva o especialista. Entre elas, evitar contratar “aventureiros” (alguém que procure somente um emprego temporário, sem vocação para o trabalho); promover treinamentos periódicos; e garantir que a equipe seja tratada com respeito pelos condôminos.


Matéria publicada na edição - 251 - novembro-dezembro/2019 da Revista Direcional Condomínios

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