Modernização elétrica no condomínio, por que e como promovê-la?

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Por mais que uma edificação antiga esteja em dia com a manutenção de suas instalações, chega uma hora em que o sistema como um todo se mostra incompatível e subdimensionado mediante as normas técnicas atuais e o padrão de consumo dos moradores.

Síndico Rodrigo Martins

Síndico Rodrigo Martins: Modernização elétrica demandou quatro anos de preparação, do estudo de carga à realização dos serviços

É isto que tem motivado boa parte dos casos de modernização elétrica nos condomínios, a exemplo da obra recém-concluída no Edifício Iraúna, residencial de 58 unidades entregue no final dos anos 60 no bairro de Santa Cecília, área central de São Paulo.

Síndico orgânico do condomínio desde 2015, Rodrigo Martins vinha se preparando pelo menos há quatro anos para o processo, com contratação de estudo de demanda, de projeto técnico, com deliberações sobre a obra em assembleia (que a aprovou em 2017), com planejamento técnico e financeiro (em 2018), além da sua contratação e execução (iniciada em março de 2019). De acordo com o técnico responsável pelos serviços, as instalações do prédio eram seguras (adequações já haviam sido feitas na época de regularização do AVCB), “porém, não atendiam à nova demanda de carga”.

O síndico iniciou o ano de 2020 aguardando pela finalização dos trabalhos por parte da concessionária de energia, que instala a nova rede, os medidores e realiza a ligação definitiva. A modernização elevou de 259 KVA para 357 KVA a carga de entrada de energia no prédio. A execução do projeto envolveu a instalação de caixa seccionadora, a reforma geral dos dois centros de medição, a troca do cabeamento em novas prumadas (aproveitando-se o antigo duto da lixeira), as quais chegam até os disjuntores dos apartamentos. Com isso, a capacidade da rede interna de cada unidade passou de 60 ampères para 100 ampères, o que possibilitará, inclusive, regularizar o uso de aparelhos de ar condicionado (desde que as áreas privativas também promovam adequações quando necessárias). O investimento foi de R$ 490 mil, garantido por um fundo de obras em curso desde 2015.

“A elétrica é uma das obras mais complexas do condomínio, pela questão técnica, pela segurança, pela logística de execução e por envolver intervenções nas unidades”, observa Rodrigo Martins. Um dos principais desafios, segundo ele, é garantir que a execução atenda “no detalhe” ao projeto aprovado pela concessionária, que costuma “fiscalizar os serviços com lupa”. Por isso, destaca o síndico, é fundamental que o condomínio faça antes um bom diagnóstico e projeto técnico, e contrate uma empresa de confiança para realizar os trabalhos.

Centro de medição

À esq., detalhe de disjuntores no centro de medição antes das obras; abaixo, instalações preparadas para receber os novos relógios da concessionária


Matéria publicada na edição - 253 - fevereiro/2020 da Revista Direcional Condomínios

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