Prédio tombado de São Paulo promove retrofit elétrico

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O síndico José Antonio Marques também iniciou o ano aguardando da concessionária de energia a ligação definitiva nos dois novos centros de medição do Condomínio Viadutos, que recebeu uma modernização elétrica parcial em 2019. Aqui, a parte das prumadas ainda não foi contratada, ela virá na sequência, neste ano ainda, pois no Viadutos as estruturas e custos são bem mais robustos.

Síndico José
Marques

Síndico José Marques em um dos novos centros de medição do Edifício Viadutos

Com 368 apartamentos, mezanino com sobrelojas, três lojas térreas, 27 andares e 30 mil m2 de área construída, a edificação demandará o investimento de pelo menos R$ 1 milhão somente na modernização de suas quatro prumadas elétricas, além dos R$ 660 mil já gastos com os centros de medição, estima José Marques. Para a primeira etapa da obra, não houve necessidade de pormover rateio extra.

Projetado nos anos 50 e tombado pelo Patrimônio Histórico, o Viadutos foi erguido em quatro blocos de apartamentos. “São quatro prédios em um”, ilustra José Marques. Recentemente, o síndico conseguiu localizar a planta elétrica original da edificação, o que facilitará o serviço, já aprovado em assembleia. Falta agora realizar nova reunião com os condôminos para deliberar sobre a contratação da empresa que conduzirá o processo. Esta fase deverá se estender por um ano e meio a dois, prevê o síndico. Depois da sua finalização, a carga disponibilizada para as unidades passará de 40 ampères para 63 ampères.

O Viadutos passou, nos últimos dez anos, por inúmeras intervenções de recuperação e modernização de suas instalações, como fachada, esquadrias, pisos dos terraços superiores (26º e 27º andares), barrilete, rede hidráulica e o ático (com a troca dos telhados).

Quadro de disjuntores

No Edifício Viadutos, a distribuição foi segmentada por grupos de apartamentos

Precariedade das instalações elétricas provoca centenas de mortes no país

Segundo balanço da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), 622 mortes foram provocadas por choque elétrico no Brasil em 2018. O número representa 86% das mortes gerais relacionadas a acidentes com eletricidade (um total de 721), conforme o levantamento anual realizado pela entidade e cujos dados mais recentes se referem a 2018. Dessas vítimas, 209 se encontravam dentro das residências. “Além das mortes por choque elétrico dentro de casa, os incêndios originados por sobrecarga e/ou curtos-circuitos vêm crescendo de forma alarmante: em 2015 foram 441 incêndios e, em 2018, o número saltou para 537”, alerta a entidade.


Matéria publicada na edição - 253 - fevereiro/2020 da Revista Direcional Condomínios

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