Síndicos e especialistas defendem contratar projeto de segurança antes de investir

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O síndico profissional Wolfram Wether defende que os condomínios contratem um diagnóstico das vulnerabilidades em sua segurança, executem um projeto para mitigar os riscos e, somente depois, programem os investimentos.

Síndico Wolfram Werther

Síndico Wolfram Werther: Diagnóstico de vulnerabilidades e projeto são essenciais para orientar investimentos

Esses devem passar por melhorias na infraestrutura física (portaria, acessos de veículos, entradas nas torres), upgrade nos equipamentos e realização constante de treinamentos para os funcionários e de palestras aos moradores. “Não adianta haver um protocolo se o morador não segue. Quanto maior a segurança, menor a comodidade”, diz. Ou seja, maior a necessidade de empenho.

Segundo Wolfram, o síndico precisa do apoio de um especialista para treinar sua equipe, testar o sistema (com simulações de invasões) e até mesmo reorientar os tipos e a disposição dos equipamentos. “As câmeras se tornam obsoletas rapidamente e, mesmo que sejam de tecnologia de ponta, podem estar instaladas em local errado ou com foco inadequado. Por outro lado, o condomínio pode ter equipamentos digitais de última geração e sucumbir pela falta de procedimentos ou por falhas humanas.” Já os empreendimentos em implantação e/ou mais populosos demandam um investimento inicial mais forte nos equipamentos e na infraestrutura. Wolfram implantou um residencial na zona Norte de São Paulo, com duas torres e 250 unidades, que estuda hoje a instalação de duas câmeras em cada hall dos pavimentos, para coibir roubos dos sistemas de incêndio.

Para o especialista Odirley Rocha, gestor de uma plataforma de portaria remota instalada em cerca de 1.200 condomínios no País, o síndico deve fazer estudo do mercado, conhecer os produtos e as soluções, “fazer isso com base em uma análise de risco do condomínio e de seu projeto de segurança”. “Os investimentos em tecnologia e processos/ procedimentos deverão ter como base esse diagnóstico. A portaria remota está se consolidando em todo País, mas é preciso observar antes de sua implantação se ela cabe dentro do perfil de cada prédio.”

Luís Renato Mendonça Davini

Condôminos ganham protagonismo - Segundo Luís Renato Mendonça Davini, delegado de polícia em São Paulo e consultor e instrutor de segurança em condomínios (foto ao lado), os condôminos precisam ser treinados para as novas soluções introduzidas pela segurança eletrônica. Se em uma portaria presencial (com funcionário próprio ou terceirizado) já havia necessidade de uma orientação contínua da equipe e o respeito dos moradores aos procedimentos, com a automatização ou o modelo virtual, a necessidade de colaboração desses últimos aumenta bastante. “O crime é dinâmico”, justifica Luís Renato Davini. Ele reinventa novas formas de ludibriar os sistemas. O golpe mais recente tem usado a pandemia do Coronavírus (Covid-19) para furar o controle de acesso nas edificações. Leia no site da revista Direcional Condomínios as dicas do delegado sobre como é feito um diagnóstico de segurança no prédio (acesse através da imagem da capa da revista de abril de 2020).


Matéria publicada na edição - 255 - abril/2020 da Revista Direcional Condomínios

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