Colaboradores terceirizados & Posturas frente à Covid-19

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O Síndico orgânico Fábio Schmitt, também empresário do segmento de terceirização, aponta que a higienização dos ambientes coletivos ganhou relevância com a pandemia da Covid-19.

Nesse sentido, ele diz que a pandemia trará “lições e novos hábitos”. "Os gestores precisarão garantir que os condomínios fiquem mais seguros à saúde de quem mora, trabalha e frequenta o local.” Segundo Fábio, medidas simples e eficazes auxiliam os síndicos no propósito de evitar a proliferação de doenças.

Segundo o “Manual de procedimentos de limpeza durante a pandemia de Covid-19 para estabelecimentos comerciais”, preparado pela Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional), os colaboradores envolvidos diretamente com a atividade devem receber orientações como usar os EPI (Equipamentos de Proteção Individual) e os equipamentos (panos de limpeza, rodo, mops, escovas, esfregões etc.) de forma correta; adotar os procedimentos indicados; e, em caso de acidente, seguir “as informações contidas no rótulo dos produtos”.

O texto (disponível para download no site da Direcional Condomínios/Edição de Junho de 2020) recomenda que esses profissionais sejam conscientizados a não portar acessórios como anéis, brincos, pulseiras e colares; lavar as mãos com água e sabão; a não retirar os EPI enquanto executam as tarefas; não levar as mãos ao rosto ou tocar os cabelos enquanto estiverem calçando as luvas; e, antes da retirada destas, lavá-las com água e sabão. Imediatamente após a sua retirada, as mãos devem ser novamente lavadas com água e sabão. Ainda segundo o Manual, os equipamentos mínimos (EPI) a serem utilizados pelos colaboradores são:

- Área de atendimento: Máscaras (de tecido ou com CA - Certificado de Aprovação); luvas impermeáveis (látex, nitrílica ou de procedimento);

- “Clientes” [no caso dos condomínios, sua equipe própria de apoio]: Máscaras (de tecido ou com CA - Certificado de aprovação);

- Equipes de Limpeza: Máscara (de tecido ou com CA - Certificado de aprovação); luva; óculos de segurança; botas ou sapatos de trabalho fechados.

A frequência da higienização deverá ser aumentada, especialmente em superfícies como maçanetas; corrimão; barras de apoio; botões de elevadores; fechaduras; interruptores; aparelhos de telefone; teclados; mouses; mesas e estações de trabalho; cadeiras; mobílias em geral; controles remotos; bancadas; torneiras; dispensers de sabonete e papel; e balcões.

Limpeza, desinfecção & higienização, qual a diferença?

Segundo a Abralimp, os procedimentos de limpeza, desinfecção e higienização são os mais adequados para ambientes residenciais, comerciais e industriais. Eles consistem em:

- Limpeza: Remoção de sujidades com uso de produto convencional, esfregação e enxágue. Reduz em até 60% os níveis microbiológicos;

- Desinfecção: Uso e aplicação de desinfetante que tenha a propriedade de eliminar 99,999% dos germes, bactérias e vírus das superfícies, entre eles o Sars-CoV-2 (Covid-19), “reduzindo-os a níveis não patogênicos, com um tempo médio de contato de 10 minutos”;

- Higienização: Limpeza seguida da desinfecção.

Dois outros processos são a sanitização e a esterilização, que devem ser aplicados em contextos específicos. A primeira é “mais apropriada à indústria alimentícia”, enquanto a segunda para ambientes cirúrgicos, pois utiliza “processos físicos ou químicos bastante agressivos e restritos”.

Prestador de serviços fala sobre riscos de redução de valor de contratos

Síndicos têm procurado adequar o orçamento do condomínio a um eventual aumento da inadimplência, em função da paralisação de atividades econômicas de comércio e serviços causada pela quarentena do novo Coronavírus. Alguns deles vêm reduzindo os valores de contratos com empresas de terceirização, em geral por um período de 90 dias. Mas um empresário da área alerta sobre os riscos que podem advir de uma revisão, caso os parceiros não tenham em mãos uma planilha precisa dos custos envolvidos com a terceirização e repassados no contrato.

Em live promovida no dia 12 de maio passado pelo consultor de riscos Carlos Alberto dos Santos, em rede social, o empresário comentou que “se a prestadora não souber fazer o cálculo da venda do serviço, poderá gerar um passivo trabalhista”. É preciso, segundo ele, ter uma composição correta do custo da jornada, caso contrário, tanto a empresa quanto o condomínio terão que “pagar a conta no futuro”. “Os condomínios são solidários e muitos ainda não entenderam como se faz a composição dos custos para se definir o valor dos contratos. Encargos devem entrar nesse cálculo. Os empresários são responsáveis pelo pão de cada dia que chega na casa dos funcionários”, pontuou.

O gestor orientou ainda as prestadoras a não adiarem o recolhimento de tributos que tiveram os prazos alongados pelo governo federal por causa da pandemia. “Se o cliente paga em dia, por que a empresa vai postergar? Talvez a prestadora que estiver fazendo isso já venha com algum problema; caso ela esteja recebendo normalmente dos condomínios, jogar o tributo para frente só vai piorar as coisas.” Uma saída para revisar os custos e, consequentemente abater o valor do contrato, está na adoção da jornada 12X36, sugeriu o empresário do setor, lembrando, no entanto, que isso precisa estar de acordo com a convenção coletiva do sindicato dos trabalhadores do segmento. Para o síndico profissional Aldo Busuletti, que acompanhou a transmissão, “a jornada 12X36 mantém salários e protege mais funcionário”.

Matérias complementares:

- Retomada das atividades: Abralimp lança manual de limpeza durante a pandemia
Por ADS Comunicação Corporativa

Matéria publicada na edição - 257 - junho/2020 da Revista Direcional Condomínios

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