Recuperação da fachada do condomínio em duas etapas

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A advogada e síndica profissional Mila Fernandes Rocha realiza desde 2013 obras que compõem um planejamento de modernização do Condomínio Sucre, residencial do final dos anos 60 localizado no bairro de Santa Cecília, área central de São Paulo.

Síndica Mila Fernandes
Rocha

Síndica Mila Fernandes Rocha: Condomínio decidiu fazer primeiro a parte emergencial, ganhando tempo para levantar recursos e trocar as esquadrias das janelas em 2021

Mila é uma das 32 condôminas do prédio, que já ganhou modernização elétrica, dos elevadores, acessibilidade, muro de vidro, além da reforma do barrilete, telhado, instalação de guarda-corpo, entre outros. A intervenção mais recente aconteceu na recuperação das pastilhas da fachada e, pontualmente, nas esquadrias de ferro galvanizado que emolduram as janelas da sala e as suas placas de acrílico.

“A fachada faz parte de nosso plano diretor, o objetivo final é promover um retrofit nas esquadrias. Começamos a fazer um caixa, será uma obra cara, mas pretendemos realizá-la em 2021. Temos uma característica construtiva de caixilharia afixada na alvenaria, contendo um vão de 5 cm embaixo das janelas das salas, que fica entre os painéis de acrílico e a ferragem. Este vazio provoca infiltrações nos apartamentos, por isso a necessidade de remover toda a estrutura e refazer o sistema. Para trocar as janelas, precisaremos construir um recuo”, explica a síndica.

De acordo com Mila Fernandes, os serviços já realizados, concluídos no início deste ano, envolveram a lavagem das áreas em pastilha (predominantes), teste de percussão, recomposição dos pontos onde elas estavam soltas (com material novo), tratamento de uma trinca horizontal que existia no alto da torre, calafetação das janelas e tratamento emergencial em algumas partes das esquadrias. Problemas com infiltração vinham afetando seis das 32 unidades do prédio.

A decisão de recuperar a fachada em duas etapas foi tomada em assembleia dos condôminos, com base em um laudo prévio de engenharia. “Apresentamos duas alternativas: Esperar termos recursos para fazer a obra completa, mas correndo o risco de as infiltrações piorarem; ou sanar alguns problemas de imediato e levantar os recursos para fazer depois as esquadrias, que inclui ainda trocar as janelas dos quartos, a um custo que poderá chegar a R$ 1,5 milhão”, estima a síndica. “O que tínhamos em caixa era suficiente para fazermos a parte da manutenção da fachada concluída no começo deste ano e que nos custou R$ 170 mil.”


Matéria publicada na edição - 258 - julho/2020 da Revista Direcional Condomínios

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