Tecnologia acelera mudanças no controle de acesso

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Portaria virtual e reconhecimento facial ganham protagonismo em 2020.

A Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica (Abese) informa que cresceu cerca de 40% a “procura por soluções que atendam às novas demandas” de tecnologia de segurança em 2020. Dispositivos de reconhecimento facial, câmeras térmicas e portaria virtual têm sido impulsionadas no contexto da pandemia da Covid-19. E quem implantou a portaria virtual antes da quarentena teve um pouco mais de tranquilidade no período, como a síndica Márcia Castanheira, moradora de um prédio de apenas 16 unidades localizado no Brooklin, zona Sul de São Paulo.

Segundo ela, o condomínio vizinho registrou uma invasão no começo do mês passado, pois “o porteiro acreditou que um rapaz ‘visitante’ era primo do morador e liberou o acesso”. “Na portaria virtual há mais segurança, porque o atendente remoto não tem contato com a pessoa, ele não considera critérios subjetivos (como a persuasão para entrar) e segue critérios pré-estabelecidos.” O sistema em seu prédio foi implantado entre janeiro e fevereiro deste ano, motivado principalmente pela segurança.

“É claro que a economia é surpreendente. Fizemos a pesquisa para melhorar o controle de acesso ao longo de 2019, queríamos um sistema mais eficiente e econômico, na época tínhamos inúmeros acessos à torre que ficavam abertos, sentíamo-nos vulneráveis”, afirma. A proposta da portaria virtual foi levada aos moradores para substituir o controle presencial terceirizado. Marcia lembra que encontrou “bastante resistência” em um primeiro momento, de um quarto das unidades, mas conseguiu “mostrar a eles que a mudança era positiva”. Na época, o consultor José Elias de Godoy foi contratado para dar palestras aos moradores sobre procedimentos de segurança e realizou um diagnóstico da situação do prédio. “Quando o condomínio decidiu, foi rápido”, diz. O sistema está funcionando com os onze acessos operando por biometria, incluindo a academia.

Passada uma fase “cansativa” de adaptação dos condôminos, Márcia registra “aprovação unânime” ao novo formato. Ela observa que é indispensável manter um funcionário em tempo integral no local, no seu caso, o zelador, de forma que possa atender a emergências, receber encomendas, entre outros. Os equipamentos foram modernizados, através de comodato com a empresa que realiza o atendimento remoto da portaria.

“Estamos com câmeras em todos os lugares possíveis, houve um grande reforço, como nas biometrias. Já tínhamos proteção perimetral e eclusas. Instalamos duas redes de banda larga de internet e contamos com uma de telefonia no apoio [com interfone próprio].” De acordo com a síndica, o contrato de prestação de serviços prevê que, em caso de inoperância do sistema por eventual incidente, como queda prolongada de energia, a empresa enviará funcionários ao condomínio.


Matéria publicada na edição - 260 - setembro/2020 da Revista Direcional Condomínios

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