“Perfil de segurança dos condomínios ainda é pouco evoluído” (Entrevista com a síndica Débora Ravani)

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A síndica Débora Ravani encontra na área da segurança patrimonial um dos assuntos que mais a mobiliza.

Síndica

Foto: Rosali Figueiredo

Síndica Débora Ravani em frente ao prédio onde mora: Foi necessário providenciar quase todo sistema de segurança após a implantação do condomínio

Gestora orgânica no edifício onde mora, um empreendimento de torre única e 58 unidades localizado na região da Saúde, zona Sul de São Paulo, Débora exerce a função como profissional em três outros condomínios residenciais da Capital. Em todos, realizou ou irá promover upgrade do sistema. Uma questão de necessidade, pois o “perfil de segurança dos condomínios ainda é pouco evoluído”, constata.

Em relação aos empreendimentos novos, eles são entregues pelas construtoras com pouquíssimos equipamentos, a exemplo do condomínio onde a síndica vive; ele foi recebido apenas com interfones e automação dos portões da garagem e de pedestre. Foi preciso instalar eclusas, câmeras, sistema de tag, biometria e catraca para acesso do morador, reforçar o gradil etc. Em outro condomínio novo, que administrou até março na zona Sul de São Paulo, a gestora inovou nos recursos tecnológicos, incluindo um sistema de acesso à garagem que possibilita a liberação do veículo após a leitura digital da mão do motorista. “Dispor apenas de CFTV e controle remoto para o portão da garagem é ultrapassado”, observa Débora. “O ideal é haver uma TAG tipo ‘sem parar’, com double check na clausura, que pode ser feito pela leitura digital da mão, da biometria ou o reconhecimento facial.”

Já o controle de acesso de pedestres dispõe, atualmente, de três principais recursos tecnológicos: RFID (leitura eletromagnética das informações do cadastro do morador); biometria (leitura majoritariamente das digitais); e reconhecimento facial. Entretanto, em prédio onde assumiu a sindicatura há pouco tempo, Débora dispõe somente de uma “biometria arcaica, onde o porteiro não recebe informação de quem está entrando”. A portaria é presencial, 24hs, e o acesso à garagem é feito do controle remoto dos moradores.

A situação torna o condomínio bastante vulnerável, afirma. “As principais falhas na segurança ocorrem quando o reconhecimento do morador para acesso ao prédio fica na dependência do porteiro.” “Na segurança do condomínio, é essencial implantar um modelo de controle de acesso de pedestres e veículos que crie obstáculos ao modus operandi dos bandidos.” Nesse sentido, a síndica destaca ainda a necessidade de o condomínio ter guarita blindada, garantir a proteção perimetral (via dispositivo infravermelho, gradil ‘espetante’ ou cerca elétrica) e motores rápidos e robustos para a abertura dos portões da garagem.

Leitura digital da mão

Foto: Rodrigo Sanches

Leitura digital da mão para acesso à garagem de condomínio em São Paulo


Matéria publicada na edição - 262 - nov-dez/2020 da Revista Direcional Condomínios

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