Novo sistema de impermeabilização na cobertura

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O Condomínio Januário Ricci, prédio construído nos anos 70 no bairro da Aclimação, em São Paulo, está concluindo as obras de impermeabilização de uma cobertura que fica no 15º andar do prédio de 58 unidades. A síndica profissional Vanilda de Carvalho assumiu a gestão do edifício em maio de 2019 com o desafio de resolver um problema antigo e crônico desta laje, que provocava infiltrações nas unidades de baixo. Obras já haviam sido feitas e um telhado instalado, mas não resolveram.

Síndica Vanilda de Carvalho

A síndica Vanilda de Carvalho à frente dos trabalhos iniciais da obra de impermeabilização da cobertura do Condomínio Januário Ricci, no 2º semestre do ano passado

À dir., imagem do teste de estanqueidade (etapa que confere a eficiência do novo sistema)

Síndica Vanilda de Carvalho

Segundo Vanilda, era preciso remover toda a estrutura (telhado e mantas e pisos antigos, que estavam sobrepostos) para identificar a origem das infiltrações. “Descobrimos que, ocultas sob os pisos antigos, passavam as prumadas de distribuição de água do reservatório superior para as unidades, e elas estavam furadas”, relata Vanilda, destacando quatro prejuízos causados ao condomínio ao longo do tempo pelos serviços inadequados:

1 - Retrabalho, porque houve duas impermeabilizações anteriores (sem tirar a estrutura antiga), além da instalação do telhado, mas as infiltrações continuaram. O custo desta obra atual é de R$ 68 mil, pagos com rateio extra;

2 – Despesas com ações judiciais e necessidade de ressarcir os danos dos moradores do andar de baixo e de reformar os apartamentos;

3 – Consumo excessivo de água: “Não sabemos ao longo do tempo quanto se pagou a mais na conta por causa desses vazamentos na tubulação”;

4 – Custo de remoção do telhado, após somente dois anos de uso (o material foi doado).

A nova obra está em finalização um ano depois de ter sido aprovada através de uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária). O condomínio esperou arrecadar dois terços do seu custo final para então iniciar os trabalhos, no mês de setembro de 2020.

Depois dessa experiência e já tendo contratado pelo menos 5 obras do tipo, Vanilda de Carvalho sugere aos condomínios um roteiro para obras de impermeabilização: Promover o diagnóstico técnico adequado do problema, caso contrário haverá retrabalho e muito desperdício de dinheiro e tempo; Convencer os condôminos da necessidade da obra e obter a sua aprovação; Dimensionar o escopo dos serviços e promover uma concorrência equalizada junto ao mercado; Levantar os recursos financeiros necessários; e definir a logística da obra, como destinar locais para armazenar os materiais, receber funcionários do prestador, interditar ambientes, entrar em unidades privativas, entre muitos outros.

Além disso, ela diz que é fundamental acompanhar a execução dos trabalhos e o pós-obra. “Prefiro remover tudo e fazer bem feito. Isso é até de interesse do prestador de serviços, que dará garantia de 5 anos sobre o trabalho e, nesse período, se houver problemas, terá que promover reparos”, resume Vanilda.


Matéria publicada na edição - 264 - fev/2021 da Revista Direcional Condomínios

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