Síndico, oriente pais e filhos para garantir respeito às normas

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A psicóloga e psicopedagoga Sirlândia Reis de Oliveira Teixeira (Foto ao lado) afirma que os condomínios, da mesma forma como as escolas, representam espaços de aprendizagem da convivência, o que sempre exigirá a mediação ou supervisão dos adultos. Segundo ela, crianças e adolescentes costumam vivenciar diferentes momentos de “egocentrismo, voltados para eles próprios”, o que faz com que determinados tipos de conflitos aconteçam com mais frequência no coletivo. Dependendo da idade, “eles não têm maturidade para julgar moralmente um ato”, justifica. Em geral, diz, os conflitos explodem mais até os 12 anos, quando eles reagem muito por impulso emocional frente a situações que os desagradem. “Quanto menor a criança maior a resposta emocional e imatura e maior a responsabilidade do mediador.”

Mas há formas corretas de acompanhar os pequenos, ressalva Sirlândia. Sempre a segurança e mediação devem estar presentes, o que exclui, de antemão, atitudes de pais que acham, por princípio, o filho incapaz de qualquer transgressão, ou quando eles próprios repudiam as normas. “Isso pode acentuar o conflito”, acrescenta. Pósgraduada, especialista em educação e ludicidade, autora de três livros na área e dirigente da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBrin), Sirlândia apresenta aos síndicos, nesta edição, sugestões de como organizar as brincadeiras com os menores, bem como orientar pais e responsáveis.

 

Por Rosali Figueiredo (textos e fotos)

Matéria publicada na edição - 183 de set/2013 da Revista Direcional Condomínios