Síndico defende nova forma de rateio da taxa de condomínio

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O síndico Carlos Reganati (foto abaixo) sugere aos síndicos buscar mecanismos mais eficazes para gerir as contas do condomínio. No caso da inadimplência, o saldo dos débitos foi inserido como despesa no Resumo Financeiro mensal do empreendimento em que mora, o Edifício Castel de Podova, localizado em Perdizes, zona Oeste de São Paulo. Conforme os condôminos quitem as faturas em atraso, esses valores entram como “despesa negativa” de forma a abater a totalização anterior. “Com isto, o saldo se transfere diretamente nas despesas administrativas evitando foco de acúmulo de déficit.” Quanto à atualização dos passivos da inadimplência, sua administradora segue a prática do mercado. A inadimplência em seu condomínio é baixa, fica entre 3% e 4%, “e negociamos sempre”.

O foco do síndico, também engenheiro eletricista, é conseguir alterar a maneira como os rateios são definidos. Mesmo com sua proposta recusada pelos condôminos na assembleia ordinária de março passado, a ideia de Carlos Reganati é trabalhar com uma “previsão variável” de rateio, cujo valor seja ajustado a cada mês às variações dos gastos com pessoal, contratos de manutenção (elevadores, bombas etc.), despesas administrativas e consumo de água, telefone e energia.

“O prédio tem que ter três contas. Uma é um saldo para cobrir quanto varia de um mês para outro, incluindo 20% para liquidez; outra é para Fundo de Reserva, previsto em lei; e uma também para fundo de melhorias”, justifica. Segundo Carlos, uma previsão variável de rateio daria aos síndicos maior autonomia para ajustar os balancetes, sem riscos de sobras no começo do ano, ou de déficit no final do período. De qualquer maneira, ele reconhece que a proposta é polêmica, pois pode gerar insegurança entre os condôminos.

Matéria publicada na edição - 190 de mai/2014 da Revista Direcional Condomínios