Livro resgata evolução da limpeza das fachadas em São Paulo

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A limpeza das superfícies, pisos e materiais requer toda uma expertise de procedimentos, equipamentos e materiais que se profissionalizou ao longo de séculos, especialmente nos últimos cem anos. Essa história é resgatada em um livro recém-lançado com o apoio de mais de uma dezena de pessoas físicas e empresas, entre elas a Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional).

Coordenado por Salvador Licco Haim e produzido por Marlene Suano e João Manoel S. Bezerra de Meneses (pesquisa e textos), o livro conta, por exemplo, que a primeira vez que a cidade de São Paulo sentiu necessidade de promover uma limpeza nas fachadas e vidros de seus prédios foi em 1954, em função das celebrações do IV Centenário. Mas na época ainda não existia hidrojateadoras, equipamento que foi introduzido apenas nos anos 70.

Além da sofisticação desses recursos, outros equipamentos aparentemente simples, como o famoso rodinho, passaram por inovações e permanecem com grande utilidade, como na limpeza dos vidros. Ele "foi aperfeiçoado em centenas de formas e materiais, tornou-se ergonômico, paleta móvel, cabo tipo luneta, retrátil, mas o princípio continua o mesmo", diz a obra. O livro relaciona os demais aparatos utilizados na limpeza de fachadas em vidros, como "esponjas, produtos solventes de sujeiras e concreções, escadas, equipamentos de segurança, balancins de alta segurança e os modernos elevadores com braços articulados e extensor tipo luneta". Finalmente, existem também máquinas que "aplicam água pura, sem resíduos", o que permite manter os vidros limpos por mais tempo

 

Matéria publicada na Edição 179 - mai/2013 da Revista Direcional Condomínios