Reformas na fachada exigem ampla mobilização de condôminos

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A paisagem da Rua Damasceno Vieira, na Vila Mascote, zona Sul de São Paulo, mudou bastante com a pintura das fachadas das cinco torres do Condomínio Colina Veredas. Elas receberam novas cores no segundo semestre de 2013, valorizando um empreendimento instalado em área de 20 mil metros quadrados, uma raridade na metrópole. Construído em 1976, o condomínio abriga 405 unidades de dois e três dormitórios, além de amplo espaço social e de lazer, distribuídos em meio a um invejável parque arbóreo. Mas faltava renovar a pintura, trabalho que havia sido feito pela última vez em 2006.

A um custo de R$ 850 mil, a pintura mobilizou bastante os condôminos durante o ano passado. Não apenas para análise das cotações junto aos fornecedores, quanto para juntar os recursos necessários (parte proveniente da locação de salas comerciais pertencentes ao condomínio, outra de rateio em andamento). Era preciso ainda definir a proposta vencedora, solicitar mais informações técnicas e de serviços às empresas, consultar eventuais restrições junto à Serasa, escolher as cores e acompanhar os trabalhos, relata o síndico Rodolpho Ferreira Netto. Foram distribuídas circulares aos moradores, convocadas reuniões (inclusive com a presença de responsáveis pelas empresas) e promovida assembleia extraordinária.

“Esta foi a segunda pintura realizada nos edifícios sob minha administração, assim pudemos evitar alguns erros cometidos antes”, observa o gestor. Rodolpho destaca, por exemplo, a busca pelo “maior envolvimento dos condôminos” no novo processo, os quais foram mobilizados para auxiliar na aprovação da proposta entre 12 orçamentos levantados, na conversa direta com os fornecedores e na definição das cores. Evitou-se também tomar o custo como critério único de seleção do prestador. Outro cuidado tomado foi a divulgação prévia do tempo de duração da obra e a sequência dos edifícios a serem pintados. “Na lavagem pode entrar água nas unidades”, então era preciso deixar os moradores de sobreaviso, justifica o síndico.

O ápice foi a realização da assembleia extraordinária, convocada para ratificar ou não o nome do fornecedor escolhido e votar as cores. Para subsidiar a decisão dos moradores, o síndico organizou antes uma exposição de fotos contendo simulações da fachada em diferentes colorações. Por fim, venceram as tonalidades areia (mais escura) e palha.

Os trabalhos envolveram tratamento de trincas e fissuras, impermeabilização, lavagem e pintura. “Tudo foi seguido à risca e acompanhado pelos nossos zeladores, pela administração e o proprietário da empresa”, afirma Rodolpho. Ao término da obra, o fornecedor ainda fez uma checagem nas unidades, para eventuais correções na pintura das janelas. O síndico diz que pouco conhecia do processo, mas analisa que o diferencial desse trabalho foi o condomínio ter escolhido “uma empresa séria”, sob a chancela dos moradores, e “com o seu proprietário tendo comparecido diariamente ao condomínio”.

MURAL DA PINTURA – CONDOMÍNIO COLINA VEREDAS

Antes

Depois


Matéria publicada na edição - 191 de jun/2014 da Revista Direcional Condomínios