Em caso de chuvas, saiba desligar e religar os elevadores

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No período de chuvas, compreendido entre os meses de janeiro a março, é frequente e grande o número de ocorrências de elevadores com componentes danificados por sobrecarga de tensão da rede pública, descarga elétrica ocasionada por raio, ou ainda água que atinge estes veículos de transporte vertical e seus componentes, causando sua paralisação.

O procedimento correto a ser tomado quando ocorrem estas paralisações é chamar a empresa responsável pela manutenção destes equipamentos, para que avalie a extensão do problema e forneça a solução adequada para reestabelecer o funcionamento do elevador. Ressaltamos aqui que não é permitido por lei o resgate de passageiros retidos nas cabinas dos elevadores, por pessoas não habilitadas, por oferecer risco de vida a estes usuários durante este procedimento. Apenas os técnicos da empresa responsável pela manutenção dos elevadores e/ou o Corpo de Bombeiros podem fazer este resgate com segurança.

Com o objetivo de fornecer algumas dicas de prevenção com relação à paralisação dos elevadores em época de chuvas, seguem abaixo alguns cuidados que devem ser tomados para evitar danos ao(s) elevador(es).

No início destes temporais, por exemplo:

1) O Zelador ou Síndico deve chamar os elevadores no andar térreo e/ou garagem e, com a ajuda de outra pessoa, segurar a porta aberta para evitar seu deslocamento.

2) Desligar o elevador por intermédio da chave geral localizada normalmente na casa de máquinas ou ainda no térreo/garagem, dependendo da instalação da edificação.

Nunca desligar o elevador em movimento, pois, além de prender as pessoas na cabina, poderá também danificar o equipamento.

3) Após a passagem da tempestade, voltar a ligar a chave geral e efetuar algumas chamadas para se certificar que o mesmo voltou a funcionar corretamente. Ao ligar novamente a chave geral, certifique-se de que ela ficou bem encaixada, caso contrário o elevador funcionará com problemas.

Se no momento ocorrer falta de energia, somente ligue a chave geral depois de alguns minutos após o retorno desta, assim a eletricidade estabilizará evitando dano de sobrecarga no equipamento. O procedimento acima é somente para casos de chuvas de alta intensidade e com raios e ajudará a evitar a queima de motores, componentes eletromecânicos ou eletrônicos dos quadros de comandos, além das fiações em geral.

4) Evite a entrada de água na casa de máquinas e/ou na caixa de corrida dos elevadores. Quando isso ocorre, os elevadores devem ficar desligados por até três dias para que a água evapore, para depois ocorrer a intervenção de um técnico.

Quando isso ocorre, os elevadores devem ficar desligados por até três dias para que a água evapore, para depois ocorrer a intervenção de um técnico.

Para este caso, proceda da seguinte forma

a) Feche as janelas da casa de máquinas quando perceber fortes chuvas.

b) Verifique após a chuva se algum vidro se quebrou. Caso isso ocorra, providencie a troca imediatamente.

Obs.: As janelas da casa de máquinas devem ficar abertas para ventilação, principalmente na época de verão, para refrigerar os componentes ali existentes. As janelas devem ficar fechadas somente no momento da chuva/ tempestade.

5) Em caso de enchente, se os poços forem inundados, enviar a cabina para o último pavimento, desligar a chave geral, comunicar imediatamente a empresa conservadora e não ligar os elevadores até que haja a orientação do técnico.

Estas medidas podem gerar algum transtorno momentâneo, mas os moradores devem ser conscientizados que tais elas são adotadas preventivamente para evitar danos e problemas maiores, tanto em questão de tempo de paralisação dos elevadores, como para os consequentes gastos com os reparos necessários.

Vale dizer que, em geral, os contratos de manutenção de elevadores existentes no mercado, quer sejam com fornecimento de peças embutidos ou não, não cobrem os danos causados pelas ocorrências acima relatadas.

É importante ressaltar que nesta situação de chuvas intensas e de transito caótico na cidade, a tendência é que as empresas despendam um maior tempo para atender a estes chamados, mesmo que sejam tratados de forma prioritária por elas.

Conscientizar os moradores deste fato e manter a calma na condução desta solução é imperativo para que as coisas possam ser resolvidas de forma profissional e eficiente.

 

Max Santos é especialista na área de elevadores, onde atua há 35 anos. Atual diretor do Seciesp (Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo), presidiu a entidade entre 2002 e 2007.
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Matéria publicada na Edição 177 - mar/2013 da Revista Direcional Condomínios