Jovem: Entretenimento em casa, seguros e cercados de amigos

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O conceito de condomínio-clube ampliou as opções de entretenimento aos jovens, proporcionando maior proteção ao convívio social e tranquilidade aos pais.

Divertir-se sem precisar sair de casa, com conforto, segurança e praticidade, tornou-se uma tendência após a emergência dos condomínios-clube, o que beneficiou particularmente os jovens. Além de contarem com toda a infraestrutura possível – de piscina aquecida à pista de skate, academia, quadra, cineminha, lan house e até garage band –, muitos condomínios estão investindo na consultoria de profissionais especializados, como professores de Educação Física, personal trainers e recreacionistas, para planejar e executar programações de atividades. A ideia é manter moradores entretidos e satisfeitos. As opções incluem recreação pedagógica, dança, esportes, lutas, corrida, música e até inglês.

A demanda por esse tipo de serviço acentuou nos últimos dois anos, de acordo com a consultora Sueli Ribeiro. Atuando há mais de uma década na área, ela desenvolve programas de lazer e qualidade de vida em condomínios de São Paulo. "Hoje esse tipo de trabalho é bastante requisitado inclusive por construtoras, que já querem entregar o empreendimento com o lazer em operação. Os moradores não precisam mais tirar o carro da garagem para levar seus filhos às atividades", conta.

Gilberto Daniel de Souza, gerente administrativo de uma construtora especializada no segmento de condomínio- -clube, também aponta as vantagens desse tipo de empreendimento. "É garantia de tranquilidade para os pais, que podem deixar os filhos com segurança e oferecer a eles atividades para seu desenvolvimento e bom convívio dentro de uma comunidade", diz.

O condomínio La Dolce Vita, que ocupa uma área de 7 mil metros quadrados no bairro Vila Romana, zona Oeste de São Paulo, ilustra bem essa realidade. Entre os moradores das três torres, há cerca de 35 crianças e jovens, que desfrutam de programação completa, comandada por uma empresa terceirizada. "Há atividades para todas as faixas etárias, todos os dias da semana. Entre as opções com mais adesão estão judô, jiu jitsu, capoeira, caratê, inglês, dança, natação e futebol", conta o síndico Harry Mihalescu. Há seis meses no cargo, ele conquistou ainda mais o envolvimento da molecada implantando o programa de síndico-mirim. Há um pequeno síndico para a faixa etária até 10 anos e outro de 10 a 17 anos. "Eles fazem sua própria assembleia para decidir assuntos de seu interesse, com direito à ata, edital no elevador, conselheiros, tudo direitinho. E tem até pizza para os participantes", conta Mihalescu.

O resultado foi a grande adesão de crianças e jovens às atividades coletivas e redução do vandalismo a praticamente zero no condomínio. "Eles passaram a decidir a programação, fiscalizar, cuidar de tudo pessoalmente. Sabem que se houver prejuízo não haverá verba para novidades. Ganhamos em qualidade de vida e os nossos jovens estão mais responsáveis", avalia.

Sueli também acredita que manter os adolescentes envolvidos com atividades saudáveis e integrá-los é o ideal em condomínios. "Num dos edifícios que atendo, o chefe da segurança comentou que não houve qualquer problema com a molecada no período das férias. Estavam todos muito ocupados com as atividades esportivas, com o tema Olimpíadas. Ficavam tão cansados e satisfeitos com as competições que não sobrava tempo para fazer bagunça no prédio", relata.

Além das atividades direcionadas para cada faixa etária, há programas que buscam integrar pais e filhos e atrações divididas por sexo. O condomínio Totalità, em São Caetano do Sul, oferece, por exemplo, o "cine meninas" e o "cine meninos", com filmes específicos para as turminhas. E há também futebol e vôlei para pais e filhos praticarem juntos, o que propicia o estreitamento das relações familiares de forma divertida e saudável.

A consultora Sueli indica que a programação deve ser definida em conjunto com os moradores. "Gosto de conversar com todos, oferecer sugestões, avaliar a receptividade e perceber o que cada grupo deseja. Criatividade é muito importante na hora de propor atividades", aponta.

Em boa parte dos condomínios as atividades não implicam em custo extra, eventualmente apenas o pagamento da avaliação física obrigatória. Dessa forma, as vantagens não pesam no bolso, pois as despesas estão embutidas na taxa do condomínio. Normalmente a satisfação é geral e o saldo positivo.

 

Matéria publicada na Edição 172 - set/12 da Revista Direcional Condomínios.