Limpeza é item essencial à conservação das fachadas nas edificações

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Os Moradores do Condomínio Edifício Alvorada, no bairro da Liberdade, sabem bem o significado da expressão “o barato sai caro”. Logo que assumiu sua primeira gestão, em março de 2007, a síndica Cleusa Camilo teve um autêntico abacaxi para resolver: a empresa contratada para realizar a pintura das fachadas recebeu o dinheiro e não concluiu o serviço. Sumiu sem deixar rastros.

Construído em 1974, o edifício estava repleto de trincas, tanto na parte das pastilhas como na pintada. “A empresa lavou as pastilhas pela metade, faliu e sumiu. Em 2007, me aposentei, fui pega de surpresa na assembleia e eleita síndica. Logo após a eleição, recebi várias reclamações de infiltrações nos apartamentos vindas da fachada. Tinha que haver uma solução. Chamei uma assembleia extraordinária para resolver o caso da obra não concluída. Uma comissão de moradores me auxiliou e contratamos uma empresa para tratar das rachaduras e terminar a obra que não foi feita, inclusive repondo e rejuntando pastilhas.”

Dessa vez, Cleusa contratou com critério uma empresa idônea, que concluiu a obra de limpeza, restauração e pintura das fachadas a contento, e o prédio está como novo. “É claro que, como a construção é antiga, as cores das pastilhas repostas não são iguais às antigas. Mas agora, o serviço foi muito bem feito e temos a garantia de cinco anos, o que nos dá certa tranquilidade”, comemora a síndica.

A conduta de Cleusa foi a indicada pelos especialistas: as preocupações com as fachadas devem ser constantes, seja por afetar o conforto dos moradores ou por dar a primeira aparência ao condomínio. Bem mantida e limpa, a fachada de um edifício contribui para o bem-estar e a segurança de quem trabalha ou mora nele. “A exposição da edificação a elementos agressivos presentes no ambiente como fuligem, chuva ácida e substâncias cáusticas, além de afetar a imagem, leva à deterioração física do imóvel. O comprometimento do revestimento pode causar desplacamento e outros problemas que desvalorizam o patrimônio e colocam em risco a segurança de transeuntes e veículos”, alerta Romilton dos Santos, presidente da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional).

Como e quando lavar
Além das manutenções periódicas, com procedimentos como pintura e rejuntamento, as fachadas merecem uma lavagem periódica qualquer que seja seu revestimento, acredita o engenheiro civil Tito Lívio Ferreira Gomide, ex-presidente do Ibape (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia em São Paulo) e perito em engenharia diagnóstica. “Seja em pastilha, cerâmica, látex ou textura, a fachada deve ser lavada. Se ela está em um ambiente saudável a periodicidade pode ser maior. Se é um local insalubre, com muita poluição, ou no litoral, a lavagem deve ser feita em períodos menores. É um procedimento recomendável, porém que pouca gente faz.”

O engenheiro Leonel Naum Pila, que atua há 20 anos na área, recomenda a lavagem para prédios que tenham sido pintados há até quatro anos, caso possuam ainda as fachadas em bom estado. “Lavando as fachadas o condomínio inclusive economiza na manutenção seguinte, porque elas estarão em melhores condições na próxima pintura, sem que o edifício fique tão degradado”, diz. A lavagem é feita com brocha ou trincha, geralmente com detergente, e, depois, com hidrojateamento. “A lavagem retira a sujeira e melhora muito a aparência do prédio”, completa.

O diretor da Câmara Setorial de Químicos da Abralimp, Miguel Sinkunas, complementa que o uso de cloro para lavagem não é recomendado. “O cloro, fundamentalmente, não limpa, apenas descolore a maior parte dos contaminantes orgânicos presentes nas superfícies. Algum poder de limpeza existe, porém se deve à presença de soda na solução, que serve para estabilização do hipoclorito. Também devido a ela, o cloro é altamente agressivo em praticamente todas as superfícies, inclusive vidros, sem falar em outros resíduos presentes que oxidam e corroem metais”, constata. Ele acrescenta que a venda de cloro (hipoclorito de sódio a 12%) é controlada pela Polícia Civil, e é necessária autorização formal para aquisição do produto.

Produtos e equipamentos corretos
A seleção de produtos químicos adequados é muito importante na limpeza de fachadas. A Abralimp destaca como principal tendência o uso da química verde, que não é, como muitos pensam, aquela produzida a partir de matérias-primas “naturais”. Trata-se, na verdade, de uma química que segue uma nova filosofia que se preocupa com o meio ambiente, a saúde e a sustentabilidade. Os produtos químicos devem ser selecionados em função do tipo de revestimento, da sujidade e das condições de aplicação no local, sempre de forma a garantir ótima limpeza sem danificar as superfícies a serem limpas, reforça a entidade, que congrega empresas do setor de limpeza profissional. E mais: devem ser escolhidos em função de sua performance e não apenas do seu custo.

O uso de máquinas e acessórios adequados também pode facilitar a limpeza dos revestimentos das fachadas, quando elas são feitas em áreas acessíveis aos funcionários do próprio condomínio. “É possível aumentar a eficiência e otimizar o tempo dos funcionários”, aponta Romilton Santos, presidente da Abralimp.

Entre as máquinas, as lavadoras de alta pressão são indicadas para limpar revestimentos (azulejos, tijolos à vista e outros), pois associam eficiência à economia de 80% de água em relação à vazão de uma torneira convencional. O consumo de energia é extremamente baixo e o custo menor do que o obtido com a utilização das tradicionais mangueiras, garante Romilton. O resultado é uma limpeza mais rápida e melhor e um gasto de água oito vezes menor. As lavadoras de alta pressão são versáteis e contam com uma ampla linha de acessórios, como escovas, pistolas, tubeiras, prolongadores, esponjas, entre outros, destinados às mais variadas aplicações em fachadas de prédios.

Na área de acessórios, as lojas especializadas e distribuidores disponibilizam uma infinidade de soluções, entre elas extensores de até nove metros e kits de limpeza para vidros e paredes. No caso da limpeza de fachadas nas áreas de até nove metros de altura, o funcionário pode se manter no solo com absoluta segurança e ergonomia. Na ponta deste extensor coloca-se o acessório mais indicado para o tipo de limpeza da fachada (limpa tudo, Mop de parede, lavadora e rodinho para vidros etc.).

Os Moradores do Condomínio Edifício Alvorada, no bairro da Liberdade, sabem bem o significado da expressão “o barato sai caro”. Logo que assumiu sua primeira gestão, em março de 2007, a síndica Cleusa Camilo teve um autêntico abacaxi para resolver: a empresa contratada para realizar a pintura das fachadas recebeu o dinheiro e não concluiu o serviço. Sumiu sem deixar rastros.

Construído em 1974, o edifício estava repleto de trincas, tanto na parte das pastilhas como na pintada. “A empresa lavou as pastilhas pela metade, faliu e sumiu. Em 2007, me aposentei, fui pega de surpresa na assembleia e eleita síndica. Logo após a eleição, recebi várias reclamações de infiltrações nos apartamentos vindas da fachada. Tinha que haver uma solução. Chamei uma assembleia extraordinária para resolver o caso da obra não concluída. Uma comissão de moradores me auxiliou e contratamos uma empresa para tratar das rachaduras e terminar a obra que não foi feita, inclusive repondo e rejuntando pastilhas.”

Dessa vez, Cleusa contratou com critério uma empresa idônea, que concluiu a obra de limpeza, restauração e pintura das fachadas a contento, e o prédio está como novo. “É claro que, como a construção é antiga, as cores das pastilhas repostas não são iguais às antigas. Mas agora, o serviço foi muito bem feito e temos a garantia de cinco anos, o que nos dá certa tranquilidade”, comemora a síndica.

A conduta de Cleusa foi a indicada pelos especialistas: as preocupações com as fachadas devem ser constantes, seja por afetar o conforto dos moradores ou por dar a primeira aparência ao condomínio. Bem mantida e limpa, a fachada de um edifício contribui para o bem-estar e a segurança de quem trabalha ou mora nele. “A exposição da edificação a elementos agressivos presentes no ambiente como fuligem, chuva ácida e substâncias cáusticas, além de afetar a imagem, leva à deterioração física do imóvel. O comprometimento do revestimento pode causar desplacamento e outros problemas que desvalorizam o patrimônio e colocam em risco a segurança de transeuntes e veículos”, alerta Romilton dos Santos, presidente da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional).

Como e quando lavar
Além das manutenções periódicas, com procedimentos como pintura e rejuntamento, as fachadas merecem uma lavagem periódica qualquer que seja seu revestimento, acredita o engenheiro civil Tito Lívio Ferreira Gomide, ex-presidente do Ibape (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia em São Paulo) e perito em engenharia diagnóstica. “Seja em pastilha, cerâmica, látex ou textura, a fachada deve ser lavada. Se ela está em um ambiente saudável a periodicidade pode ser maior. Se é um local insalubre, com muita poluição, ou no litoral, a lavagem deve ser feita em períodos menores. É um procedimento recomendável, porém que pouca gente faz.”

O engenheiro Leonel Naum Pila, que atua há 20 anos na área, recomenda a lavagem para prédios que tenham sido pintados há até quatro anos, caso possuam ainda as fachadas em bom estado. “Lavando as fachadas o condomínio inclusive economiza na manutenção seguinte, porque elas estarão em melhores condições na próxima pintura, sem que o edifício fique tão degradado”, diz. A lavagem é feita com brocha ou trincha, geralmente com detergente, e, depois, com hidrojateamento. “A lavagem retira a sujeira e melhora muito a aparência do prédio”, completa.

O diretor da Câmara Setorial de Químicos da Abralimp, Miguel Sinkunas, complementa que o uso de cloro para lavagem não é recomendado. “O cloro, fundamentalmente, não limpa, apenas descolore a maior parte dos contaminantes orgânicos presentes nas superfícies. Algum poder de limpeza existe, porém se deve à presença de soda na solução, que serve para estabilização do hipoclorito. Também devido a ela, o cloro é altamente agressivo em praticamente todas as superfícies, inclusive vidros, sem falar em outros resíduos presentes que oxidam e corroem metais”, constata. Ele acrescenta que a venda de cloro (hipoclorito de sódio a 12%) é controlada pela Polícia Civil, e é necessária autorização formal para aquisição do produto.

Produtos e equipamentos corretos
A seleção de produtos químicos adequados é muito importante na limpeza de fachadas. A Abralimp destaca como principal tendência o uso da química verde, que não é, como muitos pensam, aquela produzida a partir de matérias-primas “naturais”. Trata-se, na verdade, de uma química que segue uma nova filosofia que se preocupa com o meio ambiente, a saúde e a sustentabilidade. Os produtos químicos devem ser selecionados em função do tipo de revestimento, da sujidade e das condições de aplicação no local, sempre de forma a garantir ótima limpeza sem danificar as superfícies a serem limpas, reforça a entidade, que congrega empresas do setor de limpeza profissional. E mais: devem ser escolhidos em função de sua performance e não apenas do seu custo.

O uso de máquinas e acessórios adequados também pode facilitar a limpeza dos revestimentos das fachadas, quando elas são feitas em áreas acessíveis aos funcionários do próprio condomínio. “É possível aumentar a eficiência e otimizar o tempo dos funcionários”, aponta Romilton Santos, presidente da Abralimp.

Entre as máquinas, as lavadoras de alta pressão são indicadas para limpar revestimentos (azulejos, tijolos à vista e outros), pois associam eficiência à economia de 80% de água em relação à vazão de uma torneira convencional. O consumo de energia é extremamente baixo e o custo menor do que o obtido com a utilização das tradicionais mangueiras, garante Romilton. O resultado é uma limpeza mais rápida e melhor e um gasto de água oito vezes menor. As lavadoras de alta pressão são versáteis e contam com uma ampla linha de acessórios, como escovas, pistolas, tubeiras, prolongadores, esponjas, entre outros, destinados às mais variadas aplicações em fachadas de prédios.

Na área de acessórios, as lojas especializadas e distribuidores disponibilizam uma infinidade de soluções, entre elas extensores de até nove metros e kits de limpeza para vidros e paredes. No caso da limpeza de fachadas nas áreas de até nove metros de altura, o funcionário pode se manter no solo com absoluta segurança e ergonomia. Na ponta deste extensor coloca-se o acessório mais indicado para o tipo de limpeza da fachada (limpa tudo, Mop de parede, lavadora e rodinho para vidros etc.).

Matéria publicada na Edição 168 - mai/12 da Revista Direcional Condomínios.