Prédios com caixilhos e vidros nas fachadas: atenção redobrada na limpeza

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O vidro e o alumínio mantêm uma aparência sempre moderna nas edificações, no entanto, requerem atenção extra em relação aos procedimentos de limpeza. “No caso da parede de vidro, o pessoal usa a técnica de rapel e o síndico tem que se assegurar do atendimento às normas de segurança, pois ele é quem vai responder pela falta delas”, alerta o engenheiro Roberto Boscarriol Jr.

Entre os materiais em alumínio, há especificações técnicas a seguir, como a NBR 14125/2009 (para os pintados a poliéster) e a NBR 12609/2012 (para os ‘anodizados’), normas baixadas pela ABNT. “Para a conservação e limpeza das peças ‘anodizadas’, recomenda-se a utilização de um detergente neutro, aplicado com esponja macia. É desaconselhável utilizar ferramentas e outros meios mecânicos (como facas, palhas de aço etc.), que venham a danificar permanentemente a camada anódica”, comenta Boscarriol. O alumínio pintado, por sua vez, precisa passar por uma avaliação do seu lado aparente a três metros de distância, reza a norma, observando-se a rugosidade, riscos, manchas, atritos e arranhões.

Sua limpeza prevê o uso de “detergente neutro a 5% solúvel em água, auxiliado com esponja macia, desaconselhando-se o emprego de ferramentas e materiais abrasivos, bem como o uso de solventes (thinner ou acetona), que podem enfraquecer a pintura”. O processo deve ocorrer a cada doze meses em ambiente urbano, exceto em regiões de influência marinha, de elevada agressividade, onde a limpeza é indicada de três em três meses.

O engenheiro observa ainda que, se durante a fabricação da esquadria, “o alumínio pintado sofreu cortes e usinagem e ficou desprotegido, que seja aplicado selante de silicone neutro, com a finalidade de proteger a face exposta à corrosão filiforme”. Para os vidros, os síndicos podem se orientar junto aos fabricantes ou instaladores quanto à melhor maneira de contratar a limpeza, mas, de forma geral, basta repetir o trabalho feito com os caixilhos, ou seja, aplicação de detergente neutro a 5% solúvel em água, além do uso de esponja macia.

Finalmente, o especialista alerta para que se evite a contratação de prestadores de serviços de conservação de fachadas que utilizem, para a limpeza de pastilhas ou de concreto aparente, ácidos fortes como o clorídrico e fluorídrico. “Eles agridem as esquadrias anodizadas”, finaliza Boscarriol.

Matéria publicada na edição - 192 de jul/2014 da Revista Direcional Condomínios