Iluminação ganha destaque na gestão ambiental dos condomínios

Escrito por 

O mercado das lâmpadas incandescentes no Brasil está sofrendo um duplo impacto. Primeiro ele veio através da Portaria Interministerial 1007, baixada em conjunto pelos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, em 2010. A medida fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização desses produtos, contagem que começa a entrar em sua reta final. O prazo para proibição total das incandescentes fora do padrão é 2016, sendo que, desde o final do mês passado, as de 60 W em desacordo com os quesitos começaram a ser banidas.

De outro lado, a expansão da venda das lâmpadas LED experimentou um salto monumental nos últimos três anos: passou de 4 milhões de unidades em 2011 para quase 16,8 milhões em 2013. As informações são da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação).

De acordo com o engenheiro eletricista e síndico Carlos Reganati, a lâmpada LED, “ao que tudo indica, veio para ficar e substituir todos os sistemas de iluminação nos próximos anos”. Ainda que mais cara, um “cálculo simples de rentabilidade comprova que é bom negócio implantá-la em circuitos de iluminação de longo uso por mês”. Reganati está à frente do Condomínio Edifício Castel de Padova, localizado no bairro de Perdizes, zona Oeste de São Paulo, e já trabalhou na indústria da iluminação.

No prédio em que atua e mora, a LED está presente no hall de entrada, jardins e portaria externa, e substituiu lâmpadas dicroicas e refletoras. Reganati acredita que a vida útil do LED chegue a 30 mil horas, “o que significa cerca de 30 vezes mais do que as incandescentes, 15 vezes mais do que as halógenas (dicroicas) e cerca de 4 a 5 vezes mais do que as eletrônicas, em média”.

Mas é preciso cuidado em sua instalação, há necessidade de que se garanta um espaço livre para “a ventilação do circuito eletrônico (chamado drive)”. “Caso contrário, ela irá durar menos por sobreaquecimento.” As lâmpadas incandescentes ou halógenas (incluindo dicroicas), por sua vez, resistem bem ao “acende e apaga” que ocorre em ambientes com sensores de presença, caso de garagens e escadarias, avalia o síndico. Ele destacou ainda que as lâmpadas econômicas eletrônicas e fluorescentes, por sua vez, duram menos quando submetidas a estes acendimentos intermitentes.

Matéria publicada na edição - 192 de jul/2014 da Revista Direcional Condomínios