A obra em condomínio pode — e deve — ser encarada como uma jornada. Ela envolve diversas etapas, desde a contratação até o aceite final, e exige planejamento, organização e escolha criteriosa de fornecedores. É assim que define a síndica orgânica Anna Maria Cáfaro, responsável pelo Edifício Michelle, localizado na Vila Nova Conceição, zona sul da capital.
Segundo Anna, o processo se torna muito mais leve quando há uma empresa qualificada e um escopo bem definido. “Sou detalhista e organizada. Combino previamente todo o escopo com a empresa, o que faz o trabalho fluir sem prejudicar a dinâmica do condomínio”, afirma.
Experiência em obras e lições aprendidas
Somando a gestão do Edifício Michelle com a de outro condomínio em que morou no mesmo bairro, Anna acumula 20 anos de sindicatura e participação em diversas obras, especialmente de impermeabilização.
Ela conta que a experiência também trouxe aprendizados importantes. “Em um condomínio anterior, fizemos uma obra de impermeabilização no topo e criamos um solarium. Porém, ao perfurar a manta para fixar a base de um toldo, perdemos a garantia do serviço”, relembra.
No Edifício Michelle, a história foi diferente. O condomínio já passou por duas obras de impermeabilização durante sua gestão, ambas sem contratempos e com excelentes resultados. “No próximo mês, faremos mais uma, com a mesma empresa. Além da qualidade técnica, eles oferecem parcelamento e um cronograma de obra muito claro, inclusive com indicação dos níveis de ruído em cada etapa”, explica.
Para a síndica, comunicar previamente os moradores é parte essencial da gestão de obras em condomínios. “Defendo informar sobre o nível de ruído pelos canais do condomínio e, se necessário, disponibilizar espaços como o salão de festas para quem faz home office”, diz.
Por que a impermeabilização foi necessária
As intervenções foram motivadas pela perda da função de proteção das mantas antigas. A laje de cobertura possui dois lados, cada um com apartamentos logo abaixo. “Um lado estava mais comprometido e foi impermeabilizado em 2021. Agora, vamos executar o outro”, relata.
Em 2024, o condomínio também realizou a troca da manta da laje do entorno da edificação. “As infiltrações já estavam comprometendo o beiral, com quedas de pedaços de concreto”, detalha Anna.
Etapas da obra de impermeabilização
Nos dois processos, o passo a passo foi semelhante:
- demolição dos revestimentos existentes
- remoção da manta antiga
- limpeza fina e preparação das superfícies
- aplicação da manta asfáltica com maçarico
- instalação da camada separadora
- execução da proteção mecânica
- finalização com contrapiso cimentado
Para recompor o beiral, foi contratada uma empresa de engenharia especializada.
Relação humana também faz parte da jornada
Durante os meses de obra, o condomínio manteve o cuidado de oferecer café e pão com manteiga aos trabalhadores. Para Anna, esse tipo de atitude também impacta o sucesso do projeto. “Isso faz parte da jornada de uma obra. Você cria um ambiente de harmonia, e isso reflete no resultado final”, conclui.
Matéria publicada na edição 309 março 2025 da Revista Direcional Condomínios
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