Dia do porteiro: a primeira linha de defesa dos condomínios

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Quem adquire uma unidade em condomínio residencial procura, acima de tudo, viver com proteção, conforto e tranquilidade. Em busca desses atributos, investe-se cada vez mais em obstáculos físicos, equipamentos eletrônicos, softwares sofisticados, sistemas integrados de segurança, alarmes, equipamentos contra incêndio e na contratação de empresas especializadas em segurança e vigilância.

Paradoxalmente, observamos que os moradores muitas vezes acabam por negligenciar o fator humano: o porteiro. Afinal, é ele quem opera grande parte dos equipamentos relacionados acima, recepciona seus visitantes, zela pela sua segurança enquanto descansam, abre e fecha as portas do condomínio para a entrada e saída de conhecidos ou estranhos e permanece diuturnamente observando a rotina de cada um dos condôminos.

Cabe ressaltar que, na quase totalidade dos furtos, roubos e invasões de prédios residenciais, os bandidos adentraram pela porta da frente dos condomínios, utilizando-se dos ardis mais diversificados e aproveitando-se, principalmente, da ingenuidade e, muitas vezes, do pouco preparo de seus porteiros, facilitando, assim, a ação dos ladrões que, por conhecerem essa fragilidade, aplicam diferentes formas de golpes sobre esses profissionais, no intuito de que eles franqueiem seus acessos às residências.

Visto isso, podemos perceber quão importante é a atuação do porteiro no sistema de proteção de um condomínio e, portanto, ficam aqui as indagações: quanto custa a segurança de sua família e, por consequência, a de seu patrimônio? O que representa, no orçamento do condomínio, o aperfeiçoamento pessoal de seus porteiros, a fim de que se tenha um profissional à altura das necessidades de cada conjunto residencial?

Para se chegar a esse nível, devemos atentar inicialmente para a seleção e contratação de pessoas com qualificações, tais como idoneidade moral, aptidão profissional, formação educacional e capacidade física adequadas ao serviço. Após isso, deve-se promover um treinamento adequado aos futuros porteiros, a fim de prepará-los profissionalmente para as atividades relativas à sua função e adaptá-los às normas, rotinas e regulamentos de cada condomínio.

Feito tudo isso, devemos promover a implantação do serviço, com um acompanhamento bem próximo do desempenho dos porteiros, corrigindo possíveis distorções e orientando-os, por meio de cursos específicos, a fim de atualizá-los em caso de dúvidas e problemas que possam surgir. Todas essas etapas demandam aplicação de tempo e dinheiro, mas cabe lembrar que a tranquilidade, a segurança e a confiabilidade profissional proporcionadas por porteiros bem preparados não são um custo, mas sim um investimento.No dia 9 de junho é comemorado o Dia do Porteiro, profissional responsável pela segurança dos moradores e pelo bom funcionamento dos prédios. É ele o primeiro contato de um visitante com o condomínio, seu cartão de visitas e quem controla a entrada e a saída das pessoas, além de auxiliar em outros serviços voltados à proteção e ao bom convívio residencial. Lembrá-lo de sua importância é uma maneira sincera de agradecer pelos bons serviços prestados, uma vez que esse profissional é vital para o dia a dia dos condomínios.

Autor

  • Colunista José Elias Godoy

    Especialista em segurança em condomínios e autor dos livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de Segurança em Condomínios”. Maiores informações: elias@suat.com.br