“Bom dia! Alguém sabe que barulho é esse?”
“Parece furadeira, mas a essa hora? Não é proibido?”
“Alguém sabe por que o elevador ainda está em manutenção?”
“Bom dia, vizinhos! Hoje tem bolo de cenoura. Quem quiser, chama no privado.”
“Separa um para mim!”
“Que absurdo!”
“Qual absurdo?”
“Gente, o bolo é com cobertura?”
Quem participa de grupo de condomínio sabe: entre um “bom dia”, uma reclamação e uma encomenda de bolo, muita coisa pode acontecer.
A tecnologia se renova a cada dia, a comunicação fica mais instantânea e a reclamação veio de brinde. O WhatsApp facilita avisos, aproxima pessoas e agiliza conversas. Mas também pode transformar uma suspeita em certeza e uma discordância em conflito na velocidade de alguns “plims”.
Reclamar faz parte. Discordar também. Arrogância não precisa fazer. É possível questionar uma decisão sem desqualificar quem a tomou, apontar um problema sem atacar pessoas e cobrar uma providência mantendo a educação.
E há outro cuidado importante: cada condomínio tem suas próprias regras, sua convenção e seu regimento interno. E, para todos, há também o Código Civil Brasileiro. Uma mensagem no grupo pode alertar sobre um problema, mas, quando a situação exige providência ou acompanhamento, a reclamação deve ser registrada pelo canal estabelecido pelo condomínio.
Isso não é apenas burocracia. É proteção para todos.
Gestão humanizada não significa concordar com tudo. Significa manter regras, limites e responsabilidades sem esquecer que, depois do último “plim”, continuaremos dividindo elevadores, garagens, corredores e a vida em condomínio.
No grupo, todo mundo pode ter opinião. Educação, responsabilidade e respeito não deveriam ser opcionais. E, se a reclamação precisa de providência, não deixe que ela se perca entre o “bom dia”, o bolo de cenoura e o próximo plim.
Ah, e o bolo? Esse pode chamar no privado.
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