Juliana Jordão Grillo ingressou como recepcionista no Grupo Direcional Condomínios, em maio de 2001, em busca de novos estímulos e de poder andar o tempo todo bem-arrumada. “Antes, trabalhei em um escritório como recepcionista e, meio que, office-boy, então tinha de me vestir de modo confortável, mas eu mal tinha 18 anos, queria ser patricinha”, diverte-se a atual gerente financeira da editora. Nos primeiros anos na Direcional, ela se locomovia pelo metrô de tênis, carregando os saltos na bolsa. “Recepção é cartão de visitas”, justifica.
Outra manobra da juventude: ainda na entrevista admissional, Juliana disse conhecer o pacote Office. “Mas eu não conhecia. Saí da entrevista direto para um orelhão e liguei para o meu irmão. Havia computador na casa dele, e ele me apresentou essas ferramentas da Microsoft. Fui atrás de aprendizagem.” Na semana seguinte, recebeu a boa nova: “A vaga é sua”.
A jornada, marcada por aprendizado constante e forte conexão com a editora, completa 25 anos neste mês. “Meu pai, que era engenheiro, trabalhou muito tempo em um só lugar, e eu achava esquisito alguém ficar 10 ou 20 anos na mesma empresa. Hoje vejo como algo positivo, desde que não haja estagnação. A editora investiu em mim porque tenho perfil proativo e responsável; abracei novas funções, venci desafios, desenvolvi processos. Zona de conforto nunca teve vez”, declara.
A vida profissional de Juliana se entrelaça à da Direcional, acompanhando mudanças como endereços, quadro societário e reestruturação financeira. Ela destaca boas lembranças, como o período em que a sede funcionava em um sobrado com quintal na Vila Mariana. “Fazíamos churrascos, vinha a equipe de distribuição das revistas, havia muita integração entre os funcionários”, recorda, contextualizando que a editora já teve um grande número de colaboradores quando publicou mais dois títulos. Outra memória remete a cerca de 20 anos, quando participava de feiras condominiais. “Eu recepcionava os visitantes no estande da revista. Adorava.” Já o maior frio na barriga foi quando recebeu a senha para movimentações bancárias. “É uma enorme responsabilidade. Conferia a conta várias vezes ao dia para ver se não havia sumido nem um centavo”, relata.
Para uma relação profissional tão longeva, o estilo acolhedor e ponderado dos gestores é decisivo, segundo Juliana. “Eles assumiram os custos da minha graduação em Administração e foram compreensivos com minhas três licenças-maternidade, entre outras situações”, destaca. “Receber votos de confiança me motivou a evoluir.” Mais do que cumprir funções, ela ressalta o sentimento de pertencimento. “Nunca encarei como apenas um emprego. Sempre quis entregar o melhor”, resume.
Matéria publicada na edição 322 maio 2026 da Revista Direcional Condomínios
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