Egresso de multinacional, Joeverson Macedo abraçou a sindicatura profissional nos últimos anos depois de experienciar a função de síndico morador no Blue Vila Mascote, na zona sul de São Paulo. É no condomínio em que reside, e está no segundo mandato como síndico orgânico, que ele aprovou sua primeira obra de pintura, trabalho que deverá se iniciar em breve para aproveitar os meses mais secos. Confiante, Joeverson conta que junto com o corpo diretivo, ele cercou-se de providências para que tudo saia conforme o planejado. “Na vizinhança, existe um prédio de alto padrão cuja pintura ficou interrompida durante seis meses, com parte da fachada pronta, destoando do conjunto. É bem desagradável para o condomínio quando ocorre uma situação assim”.
Entre os pontos que auxiliam a aprovação da obra e tomada consciente de decisão, ele destaca a contratação de uma empresa especializada em vistoria técnica. “Precisamos explicar aos condôminos que fazer uma obra de pintura não é só estalar os dedos e pronto, às vezes, existem áreas degradadas, precisam ser tratadas antes de procedermos com a pintura. Obra de pintura pede critério”, afirma Joeverson, que para avaliar a condição da fachada, contratou uma empresa que se utiliza de drones e outras tecnologias em suas inspeções.
No condomínio de uma torre com 20 andares, sendo 30% da fachada recoberta por pastilhas e 70% com pintura em estilo grafiato, a vistoria detectou pastilhas soltas, além de fissuras e manchas decorrentes de fuligem na parte texturizada. “O prédio fica perto de uma avenida movimentada, o que contribui com maior emissão de poluentes, levando sujidade às fachadas”, fala Joeverson. “O prédio tem 15 anos e foi pintado oito anos atrás, estava mais do que na hora de repintar, até por legislação, mas desde que assumi a gestão havia situações prioritárias para cuidarmos”, comenta.
Em setembro passado, o assunto foi retomado e houve aprovação do valor-base para a obra. “Chegamos a um denominador calculando uma quantia entre a proposta de valor mais alto que recebemos e a de menor valor. Em cima dessa quantia, colocamos um pouco a mais, que servirá para instalarmos pontos de ancoragem e contratarmos um engenheiro que fará o acompanhamento da obra do início ao fim”, detalha o síndico. “Por mim, a contratação do engenheiro se daria antes, para que empregasse sua expertise na escolha da empresa de pintura. Porém, eu fui voto vencido em assembleia. Mas pelo menos teremos esse profissional durante a obra”, diz Joeverson. Ele menciona que algumas empresas de pintura já dispõem de aplicativos para que síndicos e demais envolvidos possam acompanhar a evolução do trabalho na palma da mão. “É interessante contar com esse suporte tecnológico”.
Quanto à ancoragem, Joeverson relata que o condomínio vai instalar os pontos, que são estruturas metálicas fixadas para acoplar cabos e cordas na cobertura para trabalhos em altura. “Depois, vamos chamar uma empresa que trabalha exclusivamente com laudos para avaliar o serviço, e se tudo estiver em conformidade, será emitido o laudo técnico de ensaio de ancoragem predial, o que é crucial na prevenção de acidentes. Mesmo prédios que pintam a fachada a cada cinco anos precisam desse ensaio para verificar em quais condições se encontram esses pontos, pois no período sem uso pode ter ocorrido algum desgaste”, orienta. “Outro cuidado essencial é submeter as empresas de pintura selecionadas à análise do escritório jurídico do condomínio”, finaliza.
Matéria publicada na edição 311 maio 2025 da Revista Direcional Condomínios
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