Ética e compliance em condomínio são iguais?  

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A resposta ao título é não. Embora frequentemente associados, ética e compliance não são sinônimos. Antes de diferenciá-los, vale refletir sobre o que se espera de gestores e condôminos: o cumprimento das leis, normas e responsabilidades inerentes à vida em condomínio. Essa coerência entre discurso e prática é chamada de integridade.   

A ética corresponde ao conjunto de valores que orienta comportamentos e decisões. No ambiente condominial, destacam-se valores como respeito ao interesse coletivo, transparência e preservação do patrimônio comum.   

O compliance, por sua vez, consiste em mecanismos destinados a assegurar que esses valores sejam efetivamente praticados. Trata-se de um sistema de regras, controles e procedimentos voltado à prevenção de riscos, irregularidades e conflitos de interesse. 

Sua implementação passa pela definição de normas para áreas como finanças, compras e contratos, estabelecendo responsabilidades, limites de atuação e formas de controle. Também envolve procedimentos para atendimento à legislação, como a LGPD, além da criação de canais seguros para denúncias e de processos periódicos de revisão das políticas adotadas.   

Quando ética, integridade e compliance atuam de forma integrada, fortalecem a governança condominial e reduzem riscos decorrentes da informalidade, da falta de controle e de práticas incompatíveis com uma gestão profissional. Mais do que cumprir regras, trata-se de construir uma cultura de responsabilidade, transparência e confiança.   

Matéria publicada na edição 324 julho 2026 da Revista Direcional Condomínios

Autor

  • Colunista Gabriel Karpat

    Formado em economia pela PUC/SP e em Mediação e Arbitragem pela FGV, é diretor da GK Administração de Bens. Coordena o curso de síndicos profissionais da Gabor RH.