Uma maneira de compararmos um edifício é, de forma ilustrativa, com o corpo humano. A estrutura corresponde aos ossos; os acabamentos equivalem aos músculos e à pele; e, seguindo essa analogia, chegamos às artérias e veias, que significam os diversos tipos de tubulações, e ao coração, representado pelas bombas existentes nos empreendimentos. As bombas estão entre os equipamentos que não ficam visíveis aos condôminos e somente são lembradas quando param de funcionar. Por isso, é fundamental que sua manutenção seja realizada de modo eficaz por uma empresa especializada e acompanhada in loco pelo gerente predial e pelo síndico.
Os condomínios são cada vez maiores e, não raro, em um único empreendimento há duas dúzias ou mais de bombas, como: recalque (levam água potável da entrada da concessionária até as caixas superiores); pressurização (suprem andares superiores devido à falta de pressão); drenagem de águas pluviais e reuso (normalmente instaladas em áreas abaixo do nível da rua); drenagem de esgoto (bombeiam águas servidas até a rede pública); incêndio (pressurizam a rede de hidrantes); piscinas, fontes e espelhos d’água (cuidam da circulação constante da água).
Retomando a manutenção, é conveniente lembrar que, juntamente com os equipamentos mecânicos das bombas, há uma infraestrutura elétrica que possibilita o funcionamento do sistema como um todo. Muitas vezes, os problemas são simples e podem ser identificados por meio de uma checagem dos disjuntores, relés térmicos e fusíveis. Já nas bombas, as falhas mais comuns são: rolamentos desgastados, corrosões, vazamentos em diversas partes, ruídos, vibrações e dificuldade em encontrar peças para reposição em modelos muito antigos.
“Substituir uma bomba antiga por um modelo com eficiência energética é um investimento inteligente, pois ocorre significativa redução no consumo de energia. Em menos de um ano, a economia gerada na conta de luz do condomínio paga o valor da nova bomba.” (Toninha Dos Santos, diretora, Mérito Comercial)
Para aumentar a vida útil das bombas, é recomendável que os sistemas tenham pelo menos dois equipamentos funcionando de modo alternado, se possível de forma automática, o que previne esquecimentos no processo de rodízio.
É importante que o gestor predial ou manutencista cheque diariamente todos os sistemas de bombas no início de suas atividades, observando possíveis vazamentos, alterações de ruídos ou falhas elétricas. A partir de qualquer anormalidade, deve acionar a empresa responsável pela manutenção.
Sabemos que os grandes vilões no consumo de energia elétrica dos condomínios são os elevadores, a iluminação das áreas comuns (em especial garagens) e as bombas. Portanto, realizar manutenção preventiva, garantindo o funcionamento adequado, favorece a redução do consumo geral de energia. Se o empreendimento for muito antigo, vale a pena analisar a troca do sistema de bombas por outro mais moderno, que consuma menos energia.
Outra coisa que hoje os gestores têm à disposição é o monitoramento remoto do volume das caixas d’água. Essa tecnologia identifica qualquer desconformidade no nível de água, o que possibilita a tomada de ação imediata, envolvendo a empresa responsável pela manutenção das bombas e, se for o caso, a contratação de caminhões-pipa, antes que ocorra situação de desabastecimento.
Para finalizar, vale enfatizar que, como qualquer sistema mecânico, elétrico e eletrônico, o sistema de bombas necessita de um acompanhamento detalhado e previsto no cronograma do responsável, para que surpresas desagradáveis não ocorram em seu condomínio.
“Para que condomínios tenham tranquilidade ao adquirir uma bomba é imprescindível buscar uma empresa com know-how no segmento, que ofereça atendimento técnico e possa selecionar o equipamento ideal e com melhor custo-benefício para cada sistema de bombeamento.” (Toninha Dos Santos, diretora, Mérito Comercial)
Matéria publicada na edição 318 janeiro 2026 da Revista Direcional Condomínios
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