Pombos e maritacas são comuns em nossos condomínios. Os pombos urbanos (Columba livia), originários da Europa e da Ásia, adaptaram-se bem às cidades, alimentando-se de restos e reproduzindo-se rapidamente. São considerados pragas urbanas, pois transmitem doenças por meio das fezes, que também causam mau cheiro e corrosão em superfícies. O controle deve ser feito evitando restos de comida expostos, bloqueando locais de construção de ninhos com telas ou barreiras e usando repelentes naturais ou visuais. O melhor habitat urbano para os pombos são as praças. Nelas, podemos dar alimentos de forma que eles vivam nas árvores e monumentos, longe das nossas habitações. Lembrando que a legislação proíbe práticas cruéis ou ilegais e, definitivamente, espingardas de chumbo, nem pensar! Com assessoria especializada, é possível realizar o manejo seguro da espécie.
Já as maritacas (Psittacara leucophthalmus), nativas do Brasil, têm papel ecológico importante, dispersando sementes e ajudando na regeneração de áreas verdes. Encantam pela cor e vocalização, mas podem causar ruídos e, às vezes, danos em fios ou no sistema de isolamento térmico dos telhados. O ideal é direcionar sua presença com o plantio de árvores frutíferas e a instalação de comedouros e bebedouros nas áreas comuns.
Fato é que, ao compreendermos as diferenças entre as espécies, podemos adotar as melhores práticas, o que torna possível conviver com essas aves de forma harmoniosa, protegendo a saúde, valorizando a biodiversidade e promovendo um ambiente urbano mais justo e sustentável. Vamos olhar para as aves do nosso condomínio não apenas como desafios, mas como oportunidades de reconexão com a natureza e, claro, havendo captura ou agressão, denunciar à Polícia Militar Ambiental ou ao IBAMA. Os animais, mesmo em ambiente urbano, podem ser nossos vizinhos e, muitas vezes, serão os que mais nos respeitarão.
Matéria publicada na edição 324 julho 2026 da Revista Direcional Condomínios
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