Portaria virtual em condomínios: atenção ao risco na fechadura

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Com o avanço da tecnologia, uma nova modalidade de serviço tem crescido junto aos condomínios. Trata-se da substituição da portaria tradicional pela remota, que funciona por meio da automatização do condomínio, com a instalação de equipamentos, tecnologia e protocolos ligados a uma central de gerenciamento de controle de acesso, entre outros sistemas. Tudo amarrado por meio de um software integrado, no qual é efetuado todo o atendimento ao morador, visitantes e prestadores de serviço, como se os profissionais de portaria estivessem presencialmente no prédio.

Estima-se que cerca de 14 mil prédios, no Brasil, já adotaram essa nova forma de controlar o acesso de pessoas e veículos à distância. Esse modelo de acesso tem demonstrado ser uma maneira eficiente e segura no controle das entradas dos condomínios. Porém, como não existe nenhum local 100% protegido, os bandidos perceberam uma maneira de burlar o controle nos acessos desses locais. As invasões dos edifícios que se utilizam dessa tecnologia, principalmente na cidade de São Paulo, têm ocorrido pelas entradas de pessoas a pé, onde, em 45% dos casos, a estratégia foi forçar os portões de pedestres do edifício usando somente a força dos braços ou por meio de golpes com chutes ou, ainda, utilizando chave de fenda para promover o arrombamento. Esses meliantes conseguem perceber quando o prédio está operando com empresa de Portaria Remota, entram no edifício e cometem o furto ou roubo. 

Trava eletroímã aumenta a segurança

É importante frisar que portões com fechaduras elétricas – aquelas que têm lingueta que promove o fechamento – são facilmente arrombados com o uso de chave de fenda, pé de cabra ou força física, fazendo com que a lingueta ceda. A melhor estratégia de segurança é a utilização da chamada fechadura trava eletroímã, onde o fechamento do portão funciona por meio de corrente elétrica, ofertando, assim, mais resistência e dificuldade para abertura de forma forçada. O mercado oferece diversos níveis de resistência para as fechaduras eletroímã, sendo que a mais usada é a de força de atração de 150 kg. 

No entanto, apesar desse tipo de fechadura, é possível a abertura forçada, mesmo com o eletroímã de resistência de 150 kg. Para minimizar o risco e dificultar essa modalidade de arrombamento, é indicado investir em fechaduras de eletroímã de 300 kg, que têm resistência bem maior e que podem ser instaladas em ambos os portões que formam a clausura de pedestres. 

Portanto, fica a dica para que os prédios que se utilizam do sistema de Portaria Virtual Remota, é importante que invistam em, pelo menos, no primeiro portão de acesso a pedestres, na instalação de fechadura eletroímã com resistência de 300 kg, além de colocarem sensoriamento que identifique atos de forçar a abertura dos portões ou mesmo constate possíveis arrombamentos nessas barreiras físicas.

Autor

  • José Elias de Godoy

    Especialista em segurança em condomínios e autor dos livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de Segurança em Condomínios”. Maiores informações: elias@suat.com.br