Readequação de quadras valoriza condomínios e otimiza o uso das áreas comuns

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O flat residencial Moema Top Life, na zona sul de São Paulo, possui cerca de 60% de suas 132 unidades ocupadas por jovens moradores. Um ano atrás, o síndico profissional Antonio Varanda assumiu a gestão do empreendimento com a missão de modernizá-lo. De lá para cá, inaugurou um coworking, está às vésperas de entregar uma quadra de beach tennis e irá reformar a academia. “Estimo que haverá de 15% a 20% de valorização patrimonial”, comenta.   

A quadra é um capítulo à parte, pois substitui a antiga quadra poliesportiva, que estava interditada há 15 anos. “O local apresentava trincas e desníveis em alguns pontos do piso; alguém poderia se machucar.” Havia uma verba aprovada em torno de 150 mil reais para recuperar a quadra poliesportiva, “mas esse valor se ajustaria melhor a uma quadra de areia”, afirma Antonio.   

A reforma envolveu etapas como a quebra do concreto de uma área de 10 x 20 metros e a instalação de um sistema de drenagem conhecido como ‘espinha de peixe’, que facilita o escoamento da água de chuva. Recentemente, na fase do acabamento, foi instalada uma rede que possui três alturas diferentes. “Assim, os moradores podem diversificar as modalidades esportivas. Inclusive, não veem a hora de estrear a quadra”.   

Fluxo intenso   

O síndico profissional Paschoal Lombardi está há oito anos à frente do Splendido Jardim do Golf, no Jardim Taquaral, zona sul da cidade, e relata que já reformou duas vezes a antiga quadra poliesportiva, onde havia piso asfáltico. “Quando cheguei ao condomínio, já era prática liberada em assembleia que a quadra fosse utilizada para tudo: esportes, festa junina, skate, patins, bicicleta. Só que, com isso, mal dava um ano após um trabalho de recuperação, e a quadra já estava inteira rachada. Então, decidimos pela reconstrução, com piso de concreto, para melhor atender aos hábitos daquela coletividade”.   

Como a quadra fica acima da garagem, Paschoal consultou um engenheiro para saber se o piso de concreto exerceria peso demasiado sobre a laje, risco descartado após avaliação técnica. A obra durou três meses. Na ocasião, também foram trocadas as tabelas de basquete e a rede de proteção. A quadra já tem quase dois anos de uso, sem problemas. O síndico pontua que a reforma foi executada por uma empresa qualificada. “Piso de concreto exige técnica, tem junta de dilatação, tem fibra sintética adicionada ao concreto. Não é algo que o condomínio pode simplesmente delegar a um pedreiro”, reforça Paschoal.   

“Ao contratar um serviço de gestão e operação de estacionamento, é mais interessante escolher uma empresa que, além de fornecer mão de obra qualificada e infraestrutura, trabalhe com tecnologia de ponta. Possuir cancelas com câmeras que realizem a leitura e o reconhecimento de placas, por exemplo, contribui para a segurança da edificação.” 

(Marcio Tabet, sócio-fundador, Rod Estacionamentos)  

“Quando bem cuidada, a quadra se transforma em um dos principais pontos de encontro do condomínio, incentivando o convívio e elevando seu valor. Isso requer estrutura adequada, segurança e manutenção qualificada, além de bons equipamentos.”

(M. Vinicius, gestor de novos negócios, E-Quadras)  

Matéria publicada na edição 321 abril 2026 da Revista Direcional Condomínios

Autor

  • Jornalista Isabel Ribeiro

    Jornalista apaixonada desde sempre por revistas, por gente, pelas boas histórias, e, nos últimos anos, seduzida pelo instigante universo condominial.