Retrofit em condomínios: como modernizar prédios antigos e valorizar o patrimônio

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Quando as instalações de um condomínio tornam-se antiquadas e já não atendem às demandas da vida moderna, o caminho é o Retrofit. Diferente de uma simples reforma, o retrofit pressupõe modernizar e requalificar a edificação, adaptando tecnologias, sistemas e estética para os padrões atuais.

Segundo o arquiteto Mauro Martins, o retrofit hoje foca na modernidade: “Ele envolve adaptações de sistemas, troca de esquadrias e uso de materiais de alta performance”.

O Impacto Direto na Valorização das Unidades

Investir na estética e funcionalidade das áreas comuns não é um gasto, mas um investimento com retorno comprovado.

  • Caso Real (Reserva do Alto Jaguaré): Após a reforma dos halls sociais (piso, iluminação LED, marcenaria e decoração), apartamentos que valiam R$ 550 mil passaram a ser comercializados por R$ 600 mil.
  • Caso das Varandas: Em projetos de implantação de terraços, um investimento de R$ 240 mil por unidade pode gerar uma valorização estimada de R$ 800 mil no valor de mercado do imóvel.

Exemplos de Retrofit: Onde Modernizar?

Áreas Comuns e Sociais

  • Halls e Salões de Festas: Troca de pisos, projeto luminotécnico (sensores e LED) e envelopamento de portas de elevadores.
  • Acessibilidade: Instalação de rampas, pisos antiderrapantes e novos portões conforme normas vigentes.

Estrutura e Fachada

  • Revestimentos: Substituição de pastilhas antigas por materiais modernos (como tijolos estilo nova-iorquino).
  • Sistemas: Instalação de vidros com proteção solar e novos guarda-corpos.

Novas Demandas (Pós-Pandemia)

  • Espaço Delivery: Adaptação de guaritas para receber o alto volume de encomendas online.
  • Espaços Gourmet: Ampliação de áreas de lazer através da eliminação de áreas ociosas (como a antiga casa do zelador).

O Passo a Passo para uma Aprovação de Sucesso

Para tirar o retrofit do papel, a síndica Kátia Nunes e o arquiteto Mauro Martins sugerem um roteiro estratégico:

  1. Consulta a Especialistas: Obtenha orçamentos de pelo menos três escritórios de arquitetura.
  2. Comissão de Obras: Crie um grupo de moradores para acompanhar o projeto e as escolhas técnicas.
  3. Criação do Masterplan: Desenvolva um planejamento a longo prazo (Plano Diretor).
    • Envie formulários aos moradores para listar desejos.
    • Apresente diagramas e estimativas de valores por ambiente (ex: Playground R$ 55 mil, Espaço Gourmet R$ 130 mil).
  4. Assembleia e Orçamento: Aprove os valores e defina a ordem de prioridade das obras.

Diferenciais de Mercado: Comercial vs. Residencial

Tipo de CondomínioFoco do RetrofitResultado Principal
ResidencialLazer, segurança e delivery.Qualidade de vida e valorização imobiliária.
ComercialFachada, recepção e tecnologia.Redução da vacância (unidades vazias) e maior rentabilidade.

Dica de Gestão: O Valor do Masterplan

Aprovar um projeto completo, mesmo que seja executado em etapas, evita que o condomínio vire um “remendo” de diferentes estilos. O Masterplan garante que, daqui a 10 anos, todas as áreas sigam a mesma identidade visual e técnica.

Matéria publicada na edição 308 fevereiro 2025 da Revista Direcional Condomínios

Autor

  • Jornalista Luiza Oliva

    Jornalista com larga experiência em reportagens e edição de revistas segmentadas. Editora do site e Instagram O melhor lugar do mundo, voltado à decoração, arquitetura e design. Editora da Panamby Magazine, publicação dirigida aos moradores do bairro do Panamby, região do Morumbi, em São Paulo. Desde 2005 também atua na área da educação, com publicações especializadas e cursos para formação de professores. Mais informações: luizaoliva@gmail.com