Quando o calor aperta, a piscina do condomínio deixa de ser apenas uma área de lazer e vira um centro de circulação intensa. Famílias descem com toalhas, crianças correm animadas e convidados aparecem para refrescar o dia. É nesse cenário que a responsabilidade do síndico cresce, porque o uso da piscina envolve segurança, convivência e conservação do patrimônio.
O primeiro passo é comunicar antes que o problema apareça. Um comunicado bem elaborado, distribuído por canais oficiais, evita mal-entendidos. A linguagem deve ser clara, cordial e orientativa, nunca repressiva. O objetivo não é criar regras novas, mas fazer cumprir o que já existe no regimento.
Um dos temas mais sensíveis é a presença de convidados. Nem todo condomínio autoriza, e muitos limitam a quantidade. A orientação deve ser objetiva: quem pode entrar, em que horários, e se há necessidade de identificação na portaria. Superlotação causa conflitos, desgasta o espaço e aumenta riscos de acidentes.
Outro ponto crítico é a segurança das crianças. Elas devem estar sempre acompanhadas por um adulto responsável. Piscina não é playground, tampouco babá eletrônica. Crianças menores desacompanhadas são risco real, tanto para elas quanto para o condomínio, que não pode assumir vigilância pessoal. O aviso deve ser direto: a responsabilidade é da família.
Há ainda uma questão de etiqueta que muitos esquecem: trajes de banho nas áreas comuns. Circular de maiô molhado, sem camisa ou com pés pingando pelo hall e elevadores não é apenas deselegante, é perigoso. Equipamentos elétricos, como elevadores, não foram projetados para receber água. O piso molhado favorece quedas. A orientação, que deve ser reforçada, é simples: vista uma saída de praia, camiseta ou toalha antes de sair do espaço da piscina, e seque os pés.
O síndico não fiscaliza pessoas, ele fiscaliza o uso das áreas. A atuação deve ser preventiva, sempre com base documental. Se houver infração, segue-se o protocolo: advertência, registro e, se necessário, multa. O uso consciente da piscina preserva a convivência e a imagem do condomínio.
O segredo está no equilíbrio, pois o verão traz alegria e movimento, mas também exige responsabilidade coletiva. Síndico e moradores caminham juntos, o primeiro orienta, o segundo respeita. Piscina é lazer compartilhado, não direito absoluto.
Um condomínio preparado evita atritos, reduz riscos e proporciona o que todos buscam no calor: uma tarde tranquila, refrescante e segura, sem dramas de portaria, sem correria no elevador, e com muita responsabilidade no ato de mergulhar.
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