A segurança da edificação (estrutura) e dos moradores (saúde) é determinante na contratação de um serviço de impermeabilização eficiente, e a escolha do sistema vai depender das particularidades do condomínio. O síndico profissional Zeca Sauma, egresso da Engenharia de Produção, abraçou a sindicatura profissional em 2017 e, de lá para cá, já se valeu tanto da manta asfáltica convencional quanto de bloqueios por meio de injeções de resinas para sanar problemas de infiltração nos edifícios de sua carteira, tendo sucesso com ambas as soluções.
Recentemente, o síndico recorreu às injeções para resolver infiltrações em uma cobertura de quase 300 m², em um condomínio no Jardim Europa, zona oeste paulistana: quando chovia, pingava na ala social. A opção pela impermeabilização com resina mostrou-se mais viável em razão da celeridade da execução. A empresa acessou os pontos de infiltração trabalhando dentro de uma área técnica (um caixão perdido), localizada entre o topo do edifício e o imóvel. “Desde a execução, já tivemos chuvas fortes, e o problema não se manifestou mais”, observa Zeca.
Em uma impermeabilização com manta asfáltica, a dinâmica é bem mais intensa, pois “envolve demolição do contrapiso, retirada da manta, aplicação da nova manta, refazimento da proteção mecânica; enfim, é literalmente uma obra”, explica o síndico. “Nessa cobertura, eu precisava de uma mobilização rápida; não havia tempo para uma obra que geraria resíduos e exigiria teste de estanqueidade etc.”, comenta Zeca. Portanto, para escolher qual técnica adotar, é importante considerar questões como a real necessidade do condomínio. “Eventualmente, em impermeabilizações, a manta asfáltica é mais recomendada porque, se bem executada, oferece garantia de toda a extensão coberta, enquanto a injeção, que tem excelente custo-benefício, garante apenas o ponto tratado; porém, se surgirem novos pontos no futuro, será necessária nova contratação para tratá-los”, acrescenta.
Síndica profissional há mais de 12 anos, Amanda Marins também recorre às duas alternativas contra infiltrações. “O método de injeções, que trata o problema in loco, às vezes atuando em 200 ou 300 pontos, é uma opção muito interessante, especialmente quando há infiltrações em uma garagem subterrânea sobre a qual existem jardins e floreiras que não podem ser removidos para a substituição da manta”, aponta. “Já quando é possível retirar todo o piso, deve-se considerar o método convencional, pois a vida útil de uma manta é de dez anos ou mais, se for bem aplicada e houver manutenção periódica”, comenta.
Ela acaba de acompanhar uma obra de impermeabilização de garagem em um condomínio no Tatuapé, zona leste, cuja construção, datada de 1967, ainda possuía a manta original da época. “Tivemos de quebrar todo o piso do estacionamento descoberto para substituir a manta e resolver o problema de infiltração na garagem abaixo. Para evitar desconforto aos moradores durante a obra, anulamos temporariamente a demarcação das vagas e contratamos um serviço de manobrista; assim, conseguimos que os veículos da área descoberta ficassem junto aos demais, no pavimento inferior. É uma solução provisória que recomendo”, diz Amanda.

“Ao optar pela impermeabilização por injeção, prefira profissionais que trabalhem com poliuretano (PU). Segundo a norma EN 1504, esse é o material recomendado para a recuperação de estruturas, ao passo que outros podem retrair, fazendo com que o vazamento retorne.”
(Samir Nogueira, diretor, Injectsystem)

“A impermeabilização é um sistema essencial e deve estar em pleno funcionamento, pois protege a estrutura e garante o bem-estar de todos. Para que isso ocorra sem transtornos, o planejamento adequado é indispensável.”
(Claudio Baquette, engenheiro, Estantec Impermeabilizações)

Agradecimento aos Entrevistados
Amanda Marins e Zeca Sauma, síndicos profissionais
Matéria publicada na edição 319 fevereiro 2026 da Revista Direcional Condomínios
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