Em condomínios encontramos vários tipos de bombas, tais como: bombas de recalque, responsáveis por conduzir a água até os reservatórios superiores do prédio; bombas submersas, que são equipamentos localizados dentro das caixas coletoras dos subsolos, cuja função é remover os fluidos oriundos do lençol freático, água de chuva ou da lavagem da superfície; bomba de piscina, que é responsável pela circulação de água dentro das piscinas e da filtragem da água; bombas de pressão, que são utilizadas normalmente na parte superior do edifício, para atender aos últimos andares, onde a pressão é insuficiente para acionar os pontos de consumo das unidades. Temos também a bomba de incêndio, que é responsável pelo bombeamento da água de reserva de incêndio para o ponto de utilização.
Bombas pedem atenção por parte do gestor e pessoas designadas por ele nos condomínios. Se for necessário substituir alguma peça, é importante que essa troca seja feita por outra da mesma marca a fim de não comprometer o desempenho do equipamento. E como todas as bombas são alimentadas por energia elétrica, necessitam da proteção de um sistema antissurto, que previne a queima de motores. Já as bombas de recalque pedem um cuidado adicional, que é a alternância de trabalho entre os dois equipamentos, medida que ajuda a evitar uma crise de abastecimento de água no prédio.
Quanto à manutenção, é preciso reconhecer que o manuseio de uma bomba para outra difere, e a tarefa precisa ser executada de forma a evitar contaminações, especialmente pelos diferentes fluidos usados nos equipamentos. Outro ponto importante é que as bombas submersas não sejam apoiadas no fundo do reservatório nem fiquem penduradas pelo cabo de energia para não desconectarem do motor que as sustentam. Também é imprescindível certificar-se de que as bombas se alimentam por um gerador, caso o condomínio possuir tal dispositivo.
Quando a manutenção mensal das bombas fica a cargo de uma boa empresa especializada – e em São Paulo temos uma gama de boas empresas – a tendência é que durem no mínimo 20 anos. Mesmo com durabilidade longa, chega um determinado momento em que a bomba fica obsoleta e não encontramos mais peças de reparo no mercado. Portanto, se o preço do conserto for equivalente a cerca de 40% do valor de uma bomba nova, está na hora de substituir o equipamento por uma versão mais moderna.
Sem dúvida, o que colabora com a performance duradoura desses equipamentos é recorrer às manutenções periódicas realizadas por uma empresa capacitada, como já mencionado, e não descuidar da manutenção preventiva, feita pela equipe do condomínio. É fundamental que o zelador verifique diariamente o sistema de bombas, observando se há ruído ou alguma situação diferente do normal, e também que providencie a limpeza semanal dos equipamentos. É preciso muita atenção às bombas que ficam submersas, como as de recalque, por exemplo, pois são as que tendem a dar mais problemas. Onde houver bomba de espera, é preciso inverter o uso a cada 15 dias. Sobre a bomba de incêndio, deve ser acionada quinzenalmente para verificação de seu funcionamento.
Como bombas funcionam com eletricidade, a cada 15 dias deve-se providenciar a verificação dos quadros elétricos. Aliás, recomendo uma revisão elétrica geral em condomínios, periodicamente, para que não sejamos surpreendidos com falhas. E mais: os locais em que estão localizadas as bombas têm de estar limpos e livres, não podem abrigar produtos, quer seja no subsolo quer seja na parte superior do edifício, para evitar eventuais danos aos equipamentos.
Matéria publicada na edição 307 janeiro 2025 da Revista Direcional Condomínios
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