Adeus às goteiras: soluções de impermeabilização que resolvem infiltrações em condomínios

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Respectivas soluções para o Vivendas São Francisco e Bela Cintra Residence: manta aluminizada e membrana acrílica

Há seis anos à frente da gestão do condomínio Vivendas  São Francisco, construção de 2012 localizada no Jaguaré, zona oeste  de São Paulo, a síndica orgânica Tatiana Hashizume dedica-se a um  processo contínuo de obras, como a pintura da fachada (em andamento),  a impermeabilização da parede da piscina para sanar vazamento  na garagem e a reforma da própria garagem, entre outras. No entanto,  uma das resoluções que liderou e que lhe trouxe imenso alívio foi a  obra do telhado, pois, desde 2016, havia infiltrações recorrentes em  duas unidades do último andar durante os períodos de chuva. Laudos  técnicos de 2019 e 2022 apontaram falhas na impermeabilização da  laje de cobertura, além de telhas quebradas, porosas e mal vedadas.        

Desde o surgimento do problema, no lado esquerdo do telhado, o  condomínio desembolsou, ao longo dos anos, quase 70 mil reais em  soluções que se revelaram apenas paliativas. “Houve troca de telhas,  ampliação da calha, refazimento da angulação de caimento; enfim,  foram muitos procedimentos. Só faltou reza brava”, conta Tatiana.  Segundo a síndica, até mesmo a ideia de substituição completa do  telhado por uma laje impermeabilizada foi considerada, mas ficaria  demasiadamente cara pois, além da reforma em si, haveria os custos  para regulamentação de modificações do projeto original junto  à prefeitura.        

Tatiana relata que, com base nos laudos de engenharia, pesquisou  durante quatro meses métodos contra infiltrações, chegando à solução  da manta aluminizada. A obra, aprovada em assembleia, foi executada  em julho de 2025 por uma empresa especializada em sistemas de  impermeabilização e contemplou apenas a parte esquerda do telhado  (126 m²). A impermeabilização com manta de três milímetros, aderida  com maçarico a gás, custou cerca de 17 mil reais, e foi concluída em  menos de duas semanas. “Mesmo com chuvas intensas, a água não  voltou a infiltrar nas unidades. Tão logo possamos, vamos impermeabilizar  também o lado dir eito do telhado”, planeja.        

Membrana Acrílica        

Assim que assumiu a gestão do condomínio Bela Cintra Residence,  Janice Haupt recebeu a incumbência de realizar uma obra de impermeabilização  no bloco A, pois havia infiltração nos apartamentos do último andar.  Nesse empreendimento, a construtora finalizou o bloco A e encerrou suas  atividades antes de concluir o bloco B, criando-se, assim, um hiato entre a  implantação das duas torres. No bloco B, finalizado de forma mais moderna  e precisa, não há telhado, mas sim laje de cobertura, impermeabilizada  com manta asfáltica. Já no bloco A, que fora concluído em momento de  dificuldade orçamentária, optou-se por laje simples, coberta por telhado.        

Conforme laudo técnico, o telhado estava em más condições e havia  falhas de escoamento na laje. “O engenheiro civil contratado pelo condomínio  sugeriu abrir mão do telhado, corrigir as falhas e impermeabilizar a  laje com membrana acrílica”, relata a síndica profissional. Entre os pontos  que levaram à aprovação do método (que envolve várias demãos de produto  específico e teste de estanqueidade), foram considerados fatores  como baixo tráfego local, custo-benefício, menor tempo de execução e  praticidade, pois esse sistema não envolve a retirada de pisos anteriores.        

Um projetista de impermeabilização elaborou o projeto técnico da  reforma e, com base no escopo, o engenheiro civil do condomínio, junto  com Janice, atuou no processo de seleção das empresas de impermeabilização,  além de acompanhar a etapa posterior de execução. “Como  eu não sou engenheira, acho crucial, em uma obra de impermeabilização  ou de fachada, que o condomínio contrate o auxílio de um profissional de  engenharia”, fala a síndica.        

Dois cuidados, em especial, foram tomados quanto à obra, que começou  em agosto de 2025 e terminou em dezembro. “Não queríamos que  os moradores sentissem desconforto térmico com a remoção do telhado  e abordamos essa preocupação na contratação da impermeabilização.  Deu tudo certo.” Outra atenção foi dada às telhas de amianto – produto  hoje proibido devido ao seu potencial cancerígeno. “Há protocolos de  remoção e descarte seguros, que foram seguidos pela empresa de impermeabilização”,  comenta.        

Janice compartilha uma dica que fez sentido no caso do Bela Cintra.  “Como o condomínio dispunha de recursos, conseguimos comprar o  material diretamente do fornecedor, evitando a bitributação. E pagamos  à vista; por isso, tivemos um excelente desconto, algo na casa de 28  mil reais.” Já o pagamento da obra foi realizado mediante medição. “Os  pagamentos foram realizados com base na etapa entregue, método que  colabora com o controle orçamentário”, finaliza.          

“A injeção de resinas preenche fissuras e vazios no concreto, bloqueia a passagem de água, restabelece a estanqueidade, protege a armadura contra corrosão e aumenta a durabilidade e a vida útil da estrutura.”

(Samir Nogueira, diretor, Injectsystem) 


Engº Claudio Baquette

“A impermeabilização é etapa técnica fundamental para garantir estanqueidade, durabilidade e desempenho das edificações, devendo ser projetada e executada por empresa especializada.”

(Claudio Baquette, engenheiro, Estantec Impermeabilizações) 


“O serviço de impermeabilização exige execução impecável. Em condomínios, é essencial para evitar infiltrações que causam prejuízos materiais e, principalmente, danos estruturais, preservando a durabilidade, a valorização do imóvel e o bem-estar dos usuários.”

(Danilo Astur, engenheiro civil , Kard Impermeabilizações) 

 

Matéria publicada na edição 320 março 2026 da Revista Direcional Condomínios

Autor

  • Jornalista Isabel Ribeiro

    Jornalista apaixonada desde sempre por revistas, por gente, pelas boas histórias, e, nos últimos anos, seduzida pelo instigante universo condominial.